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Ser professor também é bico

      
A carreira acadêmica está se tornando uma opção para aumentar a renda dos executivos das grandes empresas. O fato de a maioria desses profissionais possuir curso universitário e pós-graduação e também a preferência das faculdades de Administração e Marketing por professores que têm experiência no mercado ajudam essa opção.

Várias atividades por semana

O economista José Nicolau Pompeu, sócio da JNP Treinamento Empresarial, é um desses exemplos. Ele se desdobra em várias atividades durante a semana. Pompeu trabalha nas manhãs de segunda-feira a sexta-feira como consultor e, durante as noites, dá aulas na PUC, na Poli-USP e na Fundação Escola de Comércio álvares Penteado (Fecap).

Os sábados também são todos tomados pelas aulas. "Se eu não exercer uma atividade paralela, não consigo manter meu padrão de vida atual", afirma Pompeu. Segundo ele, a queda geral nos rendimentos da classe média acabou atingindo também os executivos. "Essa crise não atingiu só o vizinho - o padrão salarial de um executivo caiu muito".

O economista diz que, hoje, a receita que obtém apenas com a empresa de consultoria é muito pequena - e as aulas suprem essa perda de rendimento. "Vi vários amigos que possuíam consultorias fecharem suas empresas, e isso me fez perceber que deveria procurar outras opções".

Sonho de ser professor

Dono da consultoria na área financeira Meta há 13 anos, Claudemir Galvani também é professor da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP) e do Curso Itamaraty. Além de servir como um complemento de renda, a opção por dar aulas, no caso de Galvani, serviu para realizar um sonho antigo, pois ele sempre quis ser professor.

"Encarei a carreira acadêmica como um complemento da minha atividade", diz. "Como consultor, sempre achei fundamental estar ligado à universidade". Galvani diz que exercer duas atividades ao mesmo tempo nunca atrapalhou sua vida. "Sempre soube as regras do jogo e não permiti que o trabalho na universidade interferisse em minha outra função".

Ele admite, porém, que pretende, com o passar do tempo, deixar de lado, de vez, o emprego como consultor. "Dar aulas acaba sendo uma boa alternativa para o futuro. Quero reduzir minha carga de trabalho e poder viver apenas fazendo pesquisas", diz Galvani.

Fonte: Jornal da Tarde
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