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Fecap comemora o centenário, contando histórias

      
A Fundação Escola de Comércio álvares Penteado (Fecap) comemora amanhã o centenário de sua fundação com o recebimento do título de Centro Universitário, concedido pelo Ministério da Educação, que caracteriza a excelência do ensino, o trabalho de pesquisa e o recorde de alunos. São 4 mil na Faculdade de Ciências Econômicas, 800 no Colégio Comercial, sem contar os dois cursos de pós-graduação. Há ainda os estudantes do Centro de Estudos que mantém, entre outros projetos, um Curso de Capacitação Profissional na Bahia, com 400 inscritos.

Os eventos comemorativos incluíram a entrega de títulos de professor honoris causa ao ministro da Educação, ao governador Geraldo Alckmin e ao diretor do Estado, Ruy Mesquita. Estão previstas ainda várias solenidades. A Fundação nasceu devido a uma crônica falta de administradores e contabilistas na pequena São Paulo do início do século passado. A falta de mão-de-obra especializada era tão grande que o conde Antônio de álvares Leite Penteado trazia da Escócia seus contadores, que então se chamavam guarda-livros.

O atual diretor-acadêmico da Fecap, Manuel José Nunes Pinto, conta que um dos funcionários do conde, o catarinense Horácio Berlinck, teve a idéia de montar uma "Escola Prática de Comércio".

O conde o apoiou porque o Estado reconhecia a falta de um curso específico para o comércio e há décadas discutia a criação de uma escola. A instituição criada começou a funcionar em 1902, com 216 alunos, num prédio da Rua São José, atual Líbero Badaró. O sucesso da iniciativa fez com que a escola se mudasse para um edifício maior, no largo de São Francisco. "Foi um sucesso tão grande que os formandos da escola eram dispensados de prestar concurso para cargos públicos", diz Nunes Pinto.

Aluno da Fecap tinha emprego garantido. A coordenadora do Curso de Comunicação Social, Myriam da Costa Hoss Rabaçal, não tem dúvidas de que o comércio e o progresso de São Paulo devem muito às dezenas de milhares de profissionais formados na Fecap ao longo de um século. E o irônico, diz ela, é que tudo começou com o sonho de um guarda-livros e a visão de um industrial que entenderam que não valia a pena continuar aguardando a discussão política das autoridades governamentais sobre criar ou não uma escola de comércio. Empreendedores, assumiram o risco, convenceram outros capitalistas e a iniciativa privada montou o que hoje é a Fecap. "Deu certo", conclui ela.

Fonte: O Estado de São Paulo
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