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Deputados pedem mais recursos para hospitais universitários

      
A crise dos hospitais universitários brasileiros poderá ser debelada em pouco tempo, se depender da vontade dos deputados. Essa conclusão foi tirada após a audiência pública na Comissão de Educação, Cultura e Desporto, realizada a pedido de alguns parlamentares. Durante a reunião, os deputados decidiram criar um grupo de trabalho para exigir do governo mais recursos para os 157 hospitais universitários.

Querem ainda que o governo promova a contratação de mais funcionários por meio de concurso público, conforme exigência do Tribunal de Contas da União e do Ministério Público. O grupo de trabalho poderá ser integrado por parlamentares de três comissões: Educação, Seguridade e Trabalho. A audiência contou com a participação dos diretores dos hospitais universitários da Bahia, de Uberlândia (MG) e do Paraná; a coordenadora da Executiva Nacional dos Estudantes de Medicina, Rosa Gouveia; o presidente da Federação Nacional dos Médicos do Rio de Janeiro, Jorge Darze; o representante da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior, Arquimedes Cilone; e o vice-presidente da Associação Nacional dos Docentes de Ensino Superior (Andes), Fernando Mollinos.

Os diretores dos hospitais universitários, Edilson Bitencourt, da Bahia, Alair Benedito de Almeida, de Uberlândia, e Giovanni Loddo, do Paraná, relataram as dificuldades pelas quais os hospitais universitários que dirigem vêm passando, com acúmulo de déficit e prejuízo do atendimento à população. Segundo eles, a crise se agravou com a inclusão dos hospitais universitários no SUS. Na visão daqueles representantes, o aumento da demanda de pacientes não foi acompanhado de aumento de salário, de funcionários e de recursos técnicos, e o MEC foi deixando gradativamente de financiar as instituições, que passaram a receber do Ministério da Saúde pelos serviços prestados.

O resultado, de acordo com os diretores dos hospitais, foi o sucateamento dos equipamentos, a falta de funcionários e de medicamentos, o alto índice de absenteísmo dos funcionários, as greves constantes e o mau atendimento à população. "A função de pesquisa deu lugar ao atendimento ambulatorial e diretores correm o risco de serem presos todos os dias, por ações na Justiça, obrigando-os a prestarem atendimentos para os quais não estão equipados", afirmou Fernando Mollinos.

Na opinião do deputado Max Rosenmann (PMDB-PR), "o atendimento aos hospitais universitários paranãnses, em muito, resolverá as ações sociais dos governos estadual e municipal que não têm condições de arcar com custos superiores aos dos SUS, e obviamente atenderá à população de baixa renda com um resultado mais consistente" observou.

Fonte: Gazeta do Povo
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