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Estudantes rejeitam o provão em plebiscito nacional

      
Os resultados do plebiscito do Provão, consulta que ouviu estudantes de cerca de 60 universidades em todo o País, indicam que os alunos rejeitam o exame instituído pelo MEC (Ministério da Educação) em 1996. As entidades responsáveis pelo plebiscito, Federações e Executivas de Cursos e UNE(União Nacional dos Estudantes), divulgaram uma carta com as respostas mais freqüentes às perguntas propostas na consulta.

Segundo o documento, "96,3% dos votantes não concordam com a política do MEC de desobrigação do estado da educação; 87,5% não concordam que as universidades sejam avaliadas dessa forma e 92,6% não concordam que o recebimento do diploma esteja vinculado ao comparecimento ao exame".

O coordenador nacional do Provão, Tancredo Maia, afirmou que o plebiscito não altera o exame. "O MEC tem claro que o Provão já está consolidado como instrumento de avaliação do ensino superior. Temos realizado seminários com os coordenadores de curso e eles têm relatado como o provão tem ajudado na melhoria dos cursos", declarou Maia.

A coordenação da campanha pelo plebiscito do Provão aponta a maior adesão ao boicote como prova do descontentamento com a forma de avaliação. "No ano passado, pela primeira vez desde a implementação do provão, em 1996, o número (absoluto e relativo) de provas entregues em branco aumentou, mesmo com a participação de um maior número de cursos e maior número de estudantes realizando a prova".

Em 2001, os formandos em Jornalismo promoveram um boicote em que 23% dos alunos avaliados entregaram as provas em branco. De acordo com Tancredo Maia, coordenador nacional do Provão, essa rejeição não é coerente com a adesão dos alunos à avaliação. "98,4 dos estudantes que foram inscritos no exame responderam à prova, o que mostra como o provão está consolidado tanto na academia como na sociedade", afirmou Tancredo.

Para a coordenação nacional do Plebiscito, "os resultados da consulta refletem uma discordância omitida pelo MEC por trás de índices de adesão manipulados, pois o índice de comparecimento à prova é exposto como índice de adesão. Entretanto, essa relação seria falsa, pois os estudantes que não comparecem ao exame são impedidos de receber seu diploma".

De acordo com a coordenação nacional do plebiscito, "a maior vitória foi a ampliação e materialização desse debate dentro das universidades, uma vez que o MEC não coloca o exame em discussão nas comunidades acadêmicas que a ele são obrigadas a se submeter".

Os estudantes ainda desafiaram o Ministro Paulo Renato a incluir no questionário do provão uma pergunta sobre a validade do exame enquanto avaliação de universidades. Para Tancredo Maia, essa pergunta não é necessária. "O fato de 93% dos estudantes responderem ao questionário já mostra como os alunos concordam com o exame como instrumento de melhoria da qualidade de ensino", disse Maia.

Fonte: Agência PontoEdu
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