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Nova manifestação na Uneb

      
Os professores e funcionários da Universidade Estadual da Bahia (Uneb) ocuparam durante 24 horas o Campus I da universidade, no bairro do Cabula, paralisando todas as atividades. Os professores, que estão em greve há 15 dias, tentam sensibilizar o governo em relação a um dos itens da pauta de reivindicações: a incorporação da gratificação de estímulo à atividade de classe, equivalente a 30% do salário. Quanto aos funcionários, que ainda não estão em greve, a paralisação foi uma nova tentativa de pressionar para a adoção de um plano de cargos e salários independente do resto do funcionalismo público estadual.

"A ocupação foi definida na assembléia de quarta-feira. Imediatamente viemos para cá, às 18h, informamos à reitora e passamos a noite aqui", conta o professor Carlos Zacarias Sena Júnior, diretor da Associação de Docentes da Uneb (Aduneb). Segundo ele, apesar dos avanços nas negociações entre o governo e os professores, que vêm acontecendo desde julho 2001, "como a promessa de aumento de verbas e revogação da Lei 7176/97, que reestruturou as universidades de forma autoritária", a incorporação da gratificação é o único item que pode, de fato, pôr fim à greve. "Para o governo, essa incorporação vai significar um aumento de menos de 10% no salário base dos professores, que atualmente é R$323,40", afirmou ele.

A manifestação, que impediu o acesso de alunos e visitantes à instituição, pegou muita gente de surpresa. "Sou a favor da greve. Só acho que ela precisa ser feita com maior discussão com a comunidade unebiana", afirmou a estudante de urbanismo e diretora do Diretório Central dos Estudantes da Uneb, Glória Figueiredo. Na manhã de ontem, havia uma mesa-redonda com convidados, programada pelos estudantes de urbanismo há dois meses, que precisou ser cancelada em função da manifestação. A paralisação atinge também as universidades do interior.

"Anteontem, a Uesb, única das quatro estaduais que não tinha aderido, também entrou em greve. Ao todo são três mil professores parados e 30 mil alunos sem aulas", contabilizou Sena Júnior. Os professores apresentaram essa semana uma proposta ao governo e estão aguardando uma nova rodada de negociações nos próximos dias. Quanto à adesão dos funcionários à manifestação, a representante sindical Joceli Bernardes explicou que a paralisação envolveu "cerca de 940 servidores técnico-administrativos, entre capital e interior".

A solicitação central é a independência do plano de carreira: "Era assim até 1986, quando foi criado o planão, com todos os servidores. E isso ficou sendo a desculpa para não termos aumento, pois o governo alega que, se aumentar o nosso salário, vai ter que aumentar o de todos os servidores", diz ela. Caso as negociações não avancem, a previsão é de que os funcionários também entrem em greve. Hoje, os departamentos técnicos e administrativos da universidade voltam a funcionar normalmente. Na próxima segunda-feira, às 9h, a categoria volta a se reunir na Uneb, em nova assembléia, quando definem os rumos do movimento. Para a terça-feira, os professores anunciam um ato público em frente à Governadoria, na tentativa de marcar uma reunião com o governador do estado, Otto Alencar.

No total, cerca de 40 docentes passaram a noite na Reitoria da universidade. Apesar de terem outras reivindicações, os professores condicionam seu retorno às aulas à incorporação da gratificação de estímulo às atividades de classe, que representa 30% sobre o valor do salário. com isso, os professores recebem aumento do valor obtido com outras gratificações, que incidem sobre o valor do salário base. "Resolvendo este ponto, nós vamos para a próxima assembléia com a convicção de que poderemos retomar todas as nossas atividades imediatamente", informou Sena Júnior.

Fonte: Correio da Bahia
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