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PROVÇO 2002: Exame vai avaliar 396 mil formandos

      
Criado em 1996, o Provão (Exame Nacional de Cursos), começou com a avaliação de 616 cursos de graduação, em três áreas diferentes. Em sete anos, se tornou o principal instrumento de avaliação governamental da qualidade do ensino superior oferecido no Brasil. A nota que os formandos de um curso recebem podem decidir o futuro de uma instituição.

Para definir a sobrevivência de um curso superior, as notas obtidas no Provão são equivalentes à titulação do corpo docente. No ano passado, dez instituições tiveram seus cursos de Letras e Matemática suspensos pelo ministério da Educação por causa de baixo desempenho na prova.

Este ano, a prova acontece no próximo domingo, dia 09 de junho, quando cerca de 396 mil universitários terão de comparecer aos locais de prova, conforme indicado pelo MEC, sob pena de não ter direito a receber o diploma. Ao todo, cerca de cinco mil cursos serão avaliados.

De acordo com o MEC, a avaliação colabora para a melhoria da qualidade do ensino superior oferecido no Brasil. Esse argumento encontra defensores entre as universidades particulares, que se viram na obrigação de igualar a boa fama que os formandos das universidades federais garantiam às instituições mantidas pelo Governo. Muitas instituições privadas de ensino superior oferecem descontos em mensalidades e sorteio de prêmios em troca das boas notas de seus alunos no Provão.

Os críticos da avaliação dizem que o Provão não afere as reais condições da qualidade de um curso. Desde o início do exame, entidades estudantis organizam boicotes para desacreditar a política de ensino superior do Governo. Neste ano, estudantes de Jornalismo de 12 das 39 universidades federais já garantiram que vão entregar as provas em branco. Os formandos de dez cursos da USP (Universidade de São Paulo) também confirmaram que vão aderir ao protesto.

A lista de áreas do conhecimento que fazem parte do Provão contém 24 cursos de graduação. O ministério da Educação (MEC) vai empregar cerca de 40 mil profissionais entre fiscais, coordenadores, supervisores e técnicos de apoio nesta edição do Provão. Segundo informações do MEC, o preço do Provão chega a R$22,5 milhões. Anualmente, o MEC gasta cerca de R$10 milhões em publicidade.

O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) é o órgão responsável pelas avaliações do MEC e sua página na internet recebe número recorde de acessos quando os resultados do Provão são divulgados.

Fonte: Agência PontoEdu
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