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Cientista sugere corpo de guarda para universidade

      
A criação de uma guarda universitária ou algo equivalente a um corpo de guarda, com pessoal bem remunerado, bem treinado e bem exigido, é talvez a melhor saída para combater a violência e a prática de atos delituosos dentro da universidade. A proposta foi apresentada ontem, em Belém, pelo cientista político e escritor Guaracy Mingardi, um dos conferencistas convidados do workshop sobre qualidade de vida e segurança promovido pela Universidade Federal do Pará.

Segundo Guaracy Mingardi, o velho sistema de porteiro e vigia noturno já está ultrapassado e não se aplica mais ao ambiente universitário, já que ele, comprovadamente, não consegue oferecer segurança para as pessoas e nem para o patrimônio material da instituição. A vigilância privada, que seria outra alternativa, só tem alguma eficácia, conforme frisou, para atividades específicas. Com pessoal mal treinado e geralmente sem treinamento adequado, esse sistema também é ineficaz. Guaracy Mingardi e outros especialistas de algumas das maiores universidades brasileiras, que também participam do encontro, destacaram que o policiamento ostensivo, com força convencionais, também é impraticável.

Todos eles destacaram que o sistema de segurança pública, que no Brasil não funciona, com muito mais razão ainda não poderia funcionar dentro dos muros da universidade. Além disso, a presença de forças policiais permanentes num campus universitário criaria situações potencialmente graves de relaciona-mento, especialmente com os estudantes, e funcionaria como inibidor das liberdades, condição necessária para a produção científica e a criação intelectual. Com base na experiência acumulada em outras grandes universidades brasileiras, os conferencistas observaram que o ambiente universitário é, por sua própria natureza, um pólo de atração para criminosos - como pequenos delinqüentes, ladrões, arrombadores e traficantes.

O ambiente de liberdade, a falta de policiamento ostensivo e a concentração de pessoas oriundas de classes média e alta, segundo eles, são fatores que tornam o ambiente universitário vulnerável às práticas violentas e delituosas. Sendo o campus universitário um espaço especial, destacaram os diversos conferencistas que qualquer plano de segurança só dará resultados se for evicaz na prevenção e combate aos pequenos delitos. Prevalece, assim, o entendimento de que o avanço da violência se dá em escala crescente: quando não se consegue coibir a ação dos pequenos delinqüentes, abrem-se também as portas para os grandes criminosos.

Fonte: O Liberal
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