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Ciências humanas na USP

      
"Gostaria de expressar minha indignação com as declarações do vice-reitor da USP, Hélio Nogueira da Cruz, em entrevista à Folha (Cotidiano, pág. C9, 9/6). Dizer que falta planejamento à Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) é, no mínimo, má-fé. Fui chefe de departamento durante quatro anos (1995-1999) e, com os outros chefes, cansamos de enviar à reitoria pedidos reiterados de contratação de professores , apontando as carências e a necessidade de reposição de claros, principalmente diante do evidente aumento do número de alunos na graduação.

Pior é o vice-reitor dizer que não pode acreditar que a "unidade, depois de três anos, não tenha tido recursos para comprar um microfone". Como se essa fosse de fato a solução para o probl-ma das classes superlotadas e da falta de espaço e de professores. ? de dar vergonha." Sandra Guardini Vasconcelos professora da FFLCH da USP (São Paulo, SP)

Leio o texto do reitor da USP, Adolpho José Melfi ("A realidade da USP", "Tendências/Debates", pág. A3, 9/6) e descubro o paraíso que é a universidade. A crise na FFLCH é um problema circunstancial e não serve como parâmetro para julgar as condições da universidade. Bom, a FFLCH constitui 20% da USP. O que lá presenciamos são salas superlotadas, condições físicas péssimas. Não falo só do desconforto físico. A qualidade acadêmica fica muito comprometida. Tenho professores que não me conhecem nem de vista, o que é compreensível em aulas que mais parecem palestras, conferências. Pela descrição do reitor Melfi, parece que as outras unidades vão bem.

Por que, em vez de se limitar a explanar sobre os feitos da USP, que afinal não inclui a FFLCH, o reitor não explicou como a FFLCH chegou às condições atuais? Será que a área de humanas é menos importante que as maravilhas biológicas e da politécnica? Acho que o Brasil não precisa mesmo de professores de história, geografia ou língua portuguesa, muito menos de pensadores e críticos que reflitam sobre o país. Eles geralmente pedem para esquecer o que escreveram quando chegam à Presidência." Amanda Hadama estudante de Letras da USP (São Paulo, SP)

Fonte: Folha de São Paulo
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