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MEC comemora clima tranqüilo do Provão

      
Diferentemente do que ocorreu nas edições anteriores do Provão, quando manifestações contra o teste explodiram pelo país, a sétima edição do Provão (Exame Nacional de Cursos) não registrou grandes tumultos. Houve, no entanto, alguns transtornos criados por alunos que chegaram atrasados a seus locais de prova e por dirigentes da UNA (União Nacional dos Estudantes). Na sede do Colégio Pedro II de São Cristóvão, onde dois mil formandos fizeram o teste, dirigentes da UNE foram retirados das salas de prova quando distribuíam panfletos em protesto contra o exame, sem a adesão dos alunos. No portão, 15 estudantes atrasados, impedidos de entrar, criaram um tumulto. Como não fizeram a prova, eles podem não receber seus diplomas de formatura.

Boicote ao exame só teve adeptos na UFF

O ministro da Educação, Paulo Renato de Souza, considerou positiva a realização do Provão deste ano. - Os estudantes estão cada vez mais aderindo ao exame. Na primeira edição, 10% dos participantes boicotaram a prova, entregando seus testes em branco. No ano passado, este número caiu para 1,9%. Este ano, pela primeira vez, não houve grandes manifestações - disse o ministro, que ainda não tem os números de boicote deste ano. De acordo com líderes estudantis, houve adesão ao boicote apenas na Universidade Federal Fluminense (UFF). - O Provão é ineficaz. ? impossível avaliar com uma prova o que se aprende em quatro anos estudando - disse a estudante da UFF Tamara Menezes, segurando faixas de protesto contra o exame. O estudante Gustavo Noronha foi à prova vestindo um chapéu de bobo da corte. Ele assinou a lista de presença e entregou sua prova em branco. O aluno foi retirado da sala antes do prazo mínimo de 90 minutos estipulado pelo MEC para que os estudantes deixassem os locais de provas. - Estava balançando a cabeça dentro da sala, fazendo barulho com os guizos do meu chapéu. Os fiscais acharam que eu estava perturbando a ordem - contou o estudante.

Ministro ouve críticas de dirigentes da UNE

Durante uma entrevista na sede do Ministério da Educação (MEC), no Centro do Rio, Paulo Renato respondeu a críticas de dirigentes da UNE que entraram no prédio se passando por jornalistas. Eles divulgaram os números de uma enquete em que cerca de mil estudantes reprovam o exame. Segundo os estudantes, o Provão não tem ajudado a melhorar os cursos no país. - Muitos cursos vêm melhorando a cada ano. O Provão e as outras formas de avaliar as faculdades têm nos mostrado onde investir - disse Paulo Renato. O ministro disse ainda que sete novos cursos deverão ser analisados no ano que vem, além dos 24 já incluídos no Provão. São eles: geografia, educação física, turismo, fisioterapia, nutrição e fonoaudiologia.

Fonte: O Globo
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