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MEC comemora adesão ao Provão

      
Estudantes em todo o Brasil foram submetidos ontem ao Exame Nacional de Cursos, o Provão do Ministério da Educação (MEC). Segundo o ministro da Educação, Paulo Renato Souza, o exame reuniu quase 400 mil alunos de 24 áreas, em 627 cidades brasileiras. ? o maior comparecimento da história do teste, aplicado pela sétima vez. O número representa 90% dos estudantes concluintes de cursos. O Provão, último da gestão de Paulo Renato, que criou o exame, é requisito para o recebimento do diploma pelos formandos dos cursos avaliados.

O resultado do teste serve de base para o MEC na análise do nível de ensino dos cursos superiores do país. Os cursos que obtiverem conceitos D ou E - de reprovação - por três anos consecutivos correm o risco de perder o reconhecimento do MEC. Em Porto Alegre, houve alunos que chegaram atrasadas ao local da prova, e agora terão de esperar mais um ano para receber o diploma, já que o MEC exige que os estudantes façam o exame. - Não houve tolerância com quem chegou atrasado, o que é um absurdo em um dia de chuva.
Por causa disso, vou ficar um ano sem poder trabalhar na minha área por não ter o diploma - reclamava a estudante de Jornalismo Jaqueline Boeira, 22 anos.

Os estudantes do curso de Jornalismo da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) voltaram a boicotar o exame, como no ano passado. Antes da prova, eles fizeram uma manifestação em frente ao Colégio Júlio de Castilhos, em protesto contra o sistema de avaliação adotado para o curso, que recebeu o conceito E em 2001. Até o começo da noite, o MEC não dispunha de dados sobre boicotes. Segundo o ministro da Educação, o único incidente do Provão aconteceu no Rio, onde cinco alunos chegaram atrasados por terem recebido o endereço errado do local do exame.

O Ministério da Educação gastou R$ 25 milhões para realizar o Provão, e os resultados serão divulgadas em novembro. O ministro considerou uma vitória a liminar obtida pela União Nacional dos Estudantes (UNE) dando aos alunos inadimplentes de instituições privadas o direito de fazer a prova: - Nos primeiros anos, as liminares pediam a anulação das provas, agora a UNE quer que os estudantes se submetam a elas.

Durante a entrevista coletiva de Paulo Renato, o presidente da UNE, Felipe Maia, levou-lhe o resultado de uma enquete que ouviu 500 universitários de São Paulo, Rio e Bahia. Eles atribuíram nota 1,8 aos sete anos de gestão do ministro e ao Provão. Até o dia 30, serão anunciados os novos cursos para avaliação.

Fonte: Zero Hora
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