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Greve nas universidades estaduais

      
Os funcionários das três universidades estaduais de São Paulo - USP, Unicamp e Unesp - entraram em greve, ontem, por tempo indeterminado. Eles reividicam reajuste de 16%, re-visão salarial em novembro, novas contratações de professores e funcionários por concurso público e fim das terceirizações nas universidade. O Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp), que representa as instituições, ofereceu aumento de 8% e garantia de rediscutir a questão salarial em outubro. Nas três universidades, a adesão à greve foi pequena. Na USP, segundo a diretora do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), Maria José Cutinhola, cerca de 350 fucionários realizaram, às 12h30, uma assembléia, na qual foi aprovada a continuidade da paralisação.

"Apesar de o prefeito do câmpus ter ameaçado chamar a polícia hoje, nosso movimento continua", disse. Para a reitoria, oficialmente não há greve. Segundo sua assessoria de imprensa da USP, as paralisações que ocorreram foram por causa de piquetes e não porque os funcionários tivessem aderido ao movimento. Por isso, o reitor Adolpho José Melf não quis falar a respeito. Na Unicamp, segundo a assessoria de imprensa, menos de 3% dos funcionários aderiram à greve.
O Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp (STU), que representa 7.700 servidores, porém, tem outros números.

"Cerca de 30% dos trabalhadores cruzaram os braços" garantiu Antonio Alves, diretor do STU. Na Unesp, nem a reitoria nem o Sindicato dos Trabalhadores da Unesp (Sintunesp) tinham os números da adesão. "Como a Unesp tem 15 câmpus, é difícil a gente saber quantos funcionários e professores aderiram", explicou Luiz Fernando Tosi Marques, coordenador financeiro do Sintunesp. A assessoria de imprensa da reitoria informou apenas que havia paralisação parcial em quatro câmpus: Marília, Bauru, Presidente Prudente e Assis. Tanto na USP quanto na Unicamp, os professores não aderiram a greve.

Uma nova rodada de negociações ocorreu ontem à tarde, numa reunião entre o Cruesp é o Forum das Seis, composto pelas associações de docentes e sindicatos de trabalhadores das três universidades. Até o início da noite, o encontro não havia acabado. Num intervalo da reunião, o secretário- geral do Cruesp, Luiz Antonio Vane, adiantou alguns acertos que já haviam ocorrido. O Cruesp concordou em antecipar as novas discussões salariais de novembro, como estava marcado antes, para outubro, mas se manteve irredutível na proposta de 8%.

Hoje, uma reunião vai avaliar o movimento

Os reitores mostraram que esse reajuste representa recomposição salarial de 6,43% (inflação do período de maio de 2001 a abril de 2002, medida pelo índice IPC/Fipe) e mais um ganho real de 1,48% nos salários. O Cruesp também demonstrou que, se os 8% forem concedidos, o gasto médio das três universidades com a folha de pagamento passará dos atuais 83,01% do orçamento para 86,90%. Os reitores lembraram ainda que nos quatro primeiros meses de 2002 a arrecadação do ICMS do Estado, de onde sai o dinheiro para as universidades, foi 3,24% menor do que a verificada no mesmo período em 2001.

Por isso, o repasse para as instituições também foi 3,24% menor. Enquanto os representantes dos dois lados negociavam no 17.º andar do prédio da Reitoria da Unesp, na Alameda Santos, na rua, cerca de 50 funcionários das três universidades fizeram uma manifestação. O carro de som interrompeu uma das faixas da rua, mas não chegou a prejudicar o trânsito. Hoje, haverá assembléias de professores e funcionários para analisar o movimento.

Fonte: Jornal da Tarde
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