text.compare.title

text.compare.empty.header

Notícias

Incubadora de romances

      
Se você não comprou um presente para o último Dia dos Namorados porque simplesmente não tem quem presentear e está insatisfeito com esta situação, comece a prestar mais atenção no que está ao seu redor: amigos, colegas, ou simples conhecidos, da faculdade. Segundo especialistas, o ambiente universitário é um dos que mais favorece o início de um relacionamento duradouro. "Na faculdade, muitas atividades são realizadas em conjunto e o convívio é bastante intenso, o que acaba por despertar o interesse afetivo. Além disso, é fácil encontrar pessoas com afinidades parecidas, principalmente entre as que estudam no mesmo curso", afirma o coordenador do Nusex (Núcleo de Sexualidade e Pesquisa) da Unesp (Universidade Estadual Paulista), Paulo Rennes Marçal Ribeiro. O convívio obrigatório gera, segundo o professor de psicologia da USP (Universidade de São Paulo) e autor do livro "O Mapa do Amor", Ailton Amélio da Silva, mais oportunidades para paquerar, mostrar quem você realmente é e conquistar alguém. Em sua obra, o professor destaca que a Universidade reúne alguns pontos fortes, que favorecem o início de um romance:
  • existem vários parceiros possíveis
  • é fácil identificar um parceiro adequado
  • é fácil determinar a confiabilidade do parceiro
  • existem reencontros freqüentes
  • existem facilitadores de contato

Aline e Giancarlo: gostos diferentes nunca teriam permitido uma aproximação fora da faculdade
Os estudantes do terceiro ano de Jornalismo da Faculdade Cásper Líbero (SP), Paula Bianca de Oliveira, 21 anos, e Leo Takaishi, 20 anos, colegas de classe, concordam que a faculdade é um facilitador. "Assim que ela se transferiu para minha classe, no segundo ano, eu já me interessei e tentei uma aproximação", diz Takaishi. Já Paula demorou um pouco mais para perceber a atração. "Notei que ele foi muito receptivo, foi o ïanfitrião` da sala, mas eu não queria nada. Com o tempo, fui descobrindo quem realmente ele era e fiquei interessada", confessa. Juntos há nove meses, acreditam que dificilmente teriam se conhecido em outra circunstância. "Moramos longe um do outro e freqüentávamos lugares diferentes", contam.

A classe de Paula e Leo é realmente uma confirmação do que dizem os especialistas. Entre os pouco mais de trinta alunos, existem quatro casais - quase 25% dos estudantes namora alguém da mesma turma. Fazem parte desta estatística Aline Tokimatsu e Giancarlo Giampietro, ambos com 21 anos, juntos há dois. "Um dia, conversando no elevador, descobrimos que, para ir embora, pegávamos o metrô na mesma direção. Aí, passamos a nos esperar todo dia. No começo, falávamos só sobre o curso, depois surgiram outros assuntos", diz Aline. Entretanto, os dois casais discordam de alguns pontos citados no livro do professor Silva. "Não acho que seja fácil identificar um parceiro adequado, ou mesmo que existam vários possíveis, na faculdade. Ao contrário. As pessoas são todas muito parecidas, o grupo é muito homogêneo e isso torna difícil saber quem realmente combina com você", opina Paula. "Além disso, faculdade tem clima de ïoba-oba` e é difícil encontrar alguém confiável. Esse clima todo facilita envolvimentos rápidos, mas não um namoro sério". Já os reencontros freqüentes, segundo Leo, ora ajudam, ora atrapalham o relacionamento. Já terminamos e voltamos algumas vezes. Se não houvesse esse contato diário talvez não tivéssemos reatado alguma dessas vezes. Mas muitas discussões bobas podiam não acontecer se não nos víssemos todos os dias", argumenta.

Os servidores públicos Antônio da Silva Alves e Ana Marisa de Oliveira Alves passaram pela mesma situação há vinte anos e agradecem à faculdade pela união, que dura até hoje. Casados há dezoito anos, pais de uma adolescente de 14, os dois se conheceram durante o curso de Engenharia Química da PUCRS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul) no final da década de setenta. "Nós estudamos juntos durante toda a graduação, mas só ficamos muito amigos no último ano, quando também começamos a namorar. Com certeza foi a faculdade que propiciou isso, pois vira e mexe passávamos a madrugada estudando para provas, fazendo trabalhos e, nesta convivência , descobrirmos que havia algo mais entre nós do que apenas amizade", diz Antônio, lembrando que outros dois casais da mesma turma também se casaram depois do término do curso.

Os 22 anos de diferença entre Paulo e Gisele não foram obstáculo para a relação, que começou com uma orientação de projeto
Apesar de mais fácil de acontecer, relacionamentos como estes, entre colegas de classe, não são os únicos possíveis na universidade. Até um trabalho de iniciação científica pode resultar em envolvimento. O próprio coordenador do Nusex, professor Paulo Rennes, de 45 anos, é um exemplo: há dois anos (um de namoro e outro de casamento) está envolvido com uma ïorientanda`, Giselle Volpato dos Reis. "No começo, isso não passava pela nossa cabeça de jeito nenhum. Com o tempo, fomos nos conhecendo e descobrimos que tínhamos muitas coisas parecidas", conta . Por causa da diferença de idade - Giselle é 22 anos mais nova - e pelo fato de ele ser orientador dela, o namoro repercutiu bastante. "As pessoas comentavam muito, queriam saber quais eram minhas intenções reais. Mas hoje, todos aceitam numa boa e sabem que gostamos muito um do outro", afirma.
  • Fonte:

Tags:

Aviso de cookies: Nós usamos cookies próprios e de terceiros para melhorar os nossos serviços , para análise estatística e para mostrar publicidade. Se você continuar a navegar considerar a aceitação de seu uso nos termos estabelecidos nos Política de Cookies.