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Não deixe o namoro atrapalhar seu curso

      
Se você faz (ou quer fazer) parte do grupo que confirma na prática a tese defendida por psicólogos de que o ambiente universitário é um ótimo incubador de romances, atenção. Não deixe seu namoro atrapalhar sua formação acadêmica. A professora do Departamento de Psicologia da UEL (Universidade Estadual de Londrina), no Paraná, Mary Neide Damico Figueiró, ressalta alguns pontos negativos que podem existir neste tipo de relação. "Se o casal é do tipo que fica sempre `muito juntinho`, isto pode reduzir as oportunidades de entrosamento social de cada um dos parceiros", alerta. Segundo ela, o período passado na universidade é excelente para estabelecer contatos com vários outros colegas estudantes. "Esta postura, além de atrapalhar a manutenção das amizades antigas e o surgimento de novas, dificulta a formação de um círculo de contatos que é fundamental possuir no mercado de trabalho depois de formado", explica Mary Neide.

O rendimento escolar também pode sofrer altos e baixos. "O grau de interferência no estudo depende de os dois estarem ou não na mesma classe. Normalmente, se são da mesma classe, atrapalha um pouco no começo mas depois costuma ser positivo, pois o casal acaba fazendo trabalhos e estudando junto. Se são de classes diferentes, o que pode acontecer é eles perderem aula para ficar juntos", explica o professor de psicologia da USP (Universidade de São Paulo), Ailton Amélio da Silva. E nem precisa ser psicológo para saber que brigas e rompimentos podem trazer consequências ainda piores para o estudo, afinal, apesar do fim do relacionamento, ainda será preciso conviver diariamente e finalizar projetos juntos. Coisas nem sempre são fáceis de serem feitas por pessoas que se magoaram.

"Tudo é uma questão de comprometimento com o curso", contrapõe a professora da UEL. "Quem estiver realmente envolvido com sua formação conseguirá conciliar estudo e namoro tranqüilamente. Além disso, uma pessoa que está bem afetivamente faz tudo com mais animação". Os estudantes e namorados Aline Tokmatsu e Giancarlo Giampietro comprovam a opinião da educadora. "No primeiro e no segundo ano, o namoro não chegou a atrapalhar. Fazíamos trabalhos e estudávamos juntos e com outros amigos. Mas agora, no meio do penúltimo ano, por já estarmos mais cansados, qualquer coisa é motivo para não assistir à aula e passar mais tempo namorando", contam.

"Para mim, o relacionamento ajudou. Eu nunca anoto nada nas aulas, só escuto. Agora, namorando, posso ver as anotações dela e estudar melhor", revela o estudante paulista Leo Takaishi. Mas sua namorada, Paula Bianca de Oliveira admite: "às vezes, atrapalha sim, pois, ao invés de fazermos os trabalhos pedidos, ficamos namorando. Aí, temos de fazer tudo correndo, em cima da hora".

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