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Manifestação por pouco não acaba em confusão

      
Em greve há mais de duas semanas, professores das quatro universidades estaduais da Bahia realizaram, ontem, uma manifestação em frente ao prédio da Governadoria, no Centro Administrativo, para denunciar a "falta de interesse do governador Otto Alencar" em atender às reivindicações da categoria, que se arrastam há quase dois anos. Os cerca de três mil professores, que lecionam para mais de 38 mil alunos, querem um reajuste no percentual do interstício de uma classe para outra, que atualmente é de 13% nos salários, que variam de R$ 323,40 (20 horas) até R$ 1.399,90 (para professores com mais de 15 anos de regência de classe com mestrado e doutorado).

Por pouco o ato não acaba em pancadaria. Assim que os professores e alunos começaram a se posicionar em frente do prédio, muitos policiais militares e seguranças da Governadoria fizeram um cordão de isolamento para impedir que uma comissão entregasse ao governador um documento pedindo urgência no envio à Assembléia Legislativa do projeto de lei que reestrutura o Estatuto do Magistério Superior (Lei 4.973/88). O governador, contudo, autorizou que um assessor atendesse à comissão integrada por professores das universidades estaduais de Feira de Santana (Uefs), do Sudoeste (Uesb), de Santa Cruz (Uesc) e da Bahia (Uneb). Mas o impasse continua.

A contraproposta do governo, revelada pela secretária da Educação, Ana Castelo Branco, na última reunião com os professores, é a seguinte: aumentar de 30% para 50% a gratificação, sem incorporá-la ao salário. "? falta de interesse. O governo brinca com os servidores", reagiu a deputada estadual Alice Portugal (PCdoB). Segundo a deputada, ao contrário do que afirma a secretária da Administração, Ana Benvinda, o governo tem recursos para dar o reajuste pedido pelos professores. "O governo cede a depender da força da greve", disse a parlamentar, lembrando que, na semana passada, a mesma secretária tratou de relocar recursos no orçamento para atender ao grupo saúde.

O diretor da Associação dos Professores da Uesc, Marcos Ferreira, disse que o governo investiu na qualificação dos professores. Mas os baixos salários pagos estão fazendo com que muitos docentes migrem para faculdades particulares. Hoje, mais de 50% dos professores das universidades estaduais possuem mestrado ou doutorado.

"Existe outra parcela de professores que estão reduzindo a carga horária nas universidades estaduais para lecionar em faculdades particulares", garantiu Marcos Ferreira. O professor da Uesb, Fábio Félix, criticou a falta de interesse do bloco governista na AL. Até ontem, a disposição dos professores era de continuidade da greve.

Fonte: A Tarde
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