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Funcionários da USP decidem manter greve

      
Os funcionários da USP decidiram ontem, em assembléia realizada no prédio do departamento de história, na Cidade Universitária, que irão manter a greve deflagrada anteontem, que paralisou parte da ECA (Escola de Comunicações e Artes), restaurantes, linhas de ônibus e serviços de limpeza do campus da zona oeste. Segundo o diretor do sindicato dos funcionários da USP, Magno de Carvalho, a paralisação continua porque os avanços nas negociações salariais com o reitor foram "mínimos". A categoria pede 16% de reajuste, enquanto o Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas) oferece 8%. A USP tem 14.937 funcionários, mas nem o sindicato nem a reitoria souberam avaliar quantos aderiram à greve.

Já os professores da universidade decidiram que, por enquanto, não irão parar. O vice-presidente da Adusp (professores da USP), Osvaldo Coggiola, disse que os docentes (cerca de 4.800) não estão suficientemente mobilizados para aderir à greve. Os universitários realizaram uma assembléia na noite de ontem, organizada pelo DCE (Diretório Central dos Estudantes), para discutir a possibilidade de aderir à paralisação, como forma de pressionar à instituição por mais professores.

Mas eles concordaram que não é o melhor momento para greves, principalmente por causa da proximidade das férias. Já na Unicamp, os funcionários (7.531) foram os primeiros a descartar a hipótese de greve geral, ainda ontem. A categoria deve realizar apenas paralisações pontuais, de um dia. Os professores da Unicamp (1.701) decidirão hoje se entram em greve, mas, segundo a Adunicamp (docentes da universidade), a tendência é que a categoria siga a definição dos funcionários. Na Unesp, as assembléias aconteceriam de forma independente nos 15 campi da instituição. As regiões de Bauru, Marília e Assis mantiveram a greve de professores e funcionários deflagrada na semana passada.

A unificação da conduta dos servidores da Unesp só deve ocorrer hoje, durante uma reunião com representantes das três universidades estaduais. As entidades representativas de professores e alunos das três universidades estaduais são filiadas à CUT, braço sindical do PT. Amanhã, alunos e servidores das três instituições devem realizar um protesto em frente à reitoria da Unesp, em São Paulo. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse ontem que a greve nas universidades "é mínima, menos de 3% de greve" e que "só existe na imprensa". Segundo ele, o Estado não pode interferir nas negociações, porque as universidades têm autonomia.

Fonte: Folha de São Paulo
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