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O fim da língua estrangeira?

      
O vestibular está chegando, mas você não tem nenhuma noção de línguas estrangeiras como inglês, espanhol ou francês. Calma! Este desespero pode estar prestes a terminar. O deputado federal Evilásio Cavalcanti de Farias (PSB-SP) apresenta, esta semana, na Câmara dos Deputados, um projeto de lei de sua autoria para extinguir a língua estrangeira dos exames de vestibular. Segundo ele, a justificativa para isto está no desequilíbrio que existe entre os alunos de escolas públicas e particulares. "Estudantes de classe média têm um acesso mais fácil aos cursos de línguas e isto os privilegia na hora de prestar o exame.

Além disso, eles estão fazendo um concurso para estudar dentro do Brasil, um país de língua portuguesa", diz. Apesar do comentário, ele concorda que a língua estrangeira é, hoje, essencial na hora de se conquistar uma colocação no mercado de trabalho. "Porém antes disso, é preciso ingressar na universidade e a língua estrangeira limita este acesso", completa. A idéia é condenada pelos profissionais de línguas. Para Ulisses Alves Neto, coordenador de línguas estrangeiras do Colégio Objetivo, a principal preocupação é o número de profissionais que ficarão desempregados no País se o projeto for aprovado.

"Se a língua estrangeira for extinta do vestibular, conseqüentemente as escolas e os cursinhos irão dispensar muitos professores. Isto será lamentável", prevê. Ele acredita que a língua estrangeira, principalmente o inglês, é hoje um requisito básico para qualquer colocação no mercado de trabalho. "Grande parte dos profissionais de nível superior utiliza o inglês e o espanhol no seu dia- à-dia. Muitas fontes de pesquisa não são traduzidas para o português", comenta ele, que completa: "Nossa educação já é considerada ruim, imagine se isto acontecer", critica.

A coordenadora de inglês do Centro Interescolar de Línguas (CIL), Regilene Santos, não acredita que a proposta seja aprovada. "Que eu saiba as universidades têm certa autonomia sobre os seus vestibulares. A UnB, por exemplo, retirou o francês dos seus exames e o Enem não tem prova de língua estrangeira, mas acredito que ninguém vai acatar esta idéia maluca e extinguir o inglês do vestibular", diz.

Para ela, é fundamental que se comece a aprender a língua estrangeira ainda nas escolas. "O conhecimento tem que ser adquirido na base e de forma paulatina. Só assim, o futuro profissional vai estar preparado para enfrentar o mercado de trabalho", conclui.

Fonte: Jornal de Brasília
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