text.compare.title

text.compare.empty.header

Notícias

Polêmica na redução do curso de Direito

      
A proposta do Ministério da Educação apresentada recentemente sobre a redução do tempo no curso de Direito de cinco para três anos vem causando várias controvérsias. Ontem, o presidente da OAB de Goiás, Felicíssimo José de Sena, criticou duramente as mudanças nos cursos de Direito.

Ele se pronunciou na sede da ordem, no Setor Marista, onde recebeu do governador Marconi Perillo R$ 1,5 milhão para pagamento de advogados da Assistência Judiciária que prestam serviço ao Estado. Segundo Felicíssimo, os cursos de Direito deveriam ter o tempo de duração ampliado. "Após a graduação, o bacharel deveria fazer uma especialização para a carreira que pretende seguir, seja como advogado, juiz ou membro do Ministério Público."

De acordo com o presidente da OAB, os novos cursos de Direito têm sido autorizados meramente por razões políticas, com professores que deveriam estar estudando no nível médio e sem critério para a seleção de alunos. Outra medida defendida por ele é o fortalecimento do Exame de Ordem como meio de filtrar os alunos sem capacidade de enfrentar o mercado.

O diretor da Faculdades Alfa, Décio Correia Lima, acredita que a postura do presidente seja radical e afirmou que ele não pode generalizar todos os cursos, já que existem instituições sérias que seguem à risca os padrões de qualidade exigidos pelo MEC. "Nosso curso foi avaliado por dois doutores da Universidade de Minas Gerais e da Universidade de Santa Catarina e foi a única a obter conceito A no provão."

O diretor ressaltou que, apesar do curso ser novo, assim como a faculdade, todos os padrões de qualidade exigidos pelo MEC são cumpridos em todos os aspectos. "Não temos nenhum professor do curso de Direito que não possua mestrado ou doutorado. Também temos uma ótima infra-estrutura e um bom acervo de livros, onde os alunos contam com um alto padrão de ensino.

" Em relação à proposta do MEC de reduzir o curso para três anos, Décio é enfático: "No momento é impossível estabelecer o curso de Direito no Brasil somente por três anos. Isso é inviável." Ele defende a criação de novos cursos de Direito, mas é contra a interferência política.

"Realmente, alguns cursos são criados por motivos políticos, mas não podemos nos esquecer que existem órgãos sérios e responsáveis que têm como objetivo oferecer ao aluno um ensino de qualidade." O diretor-geral da Faculdade Anhanguera e vice-diretor da Universidade Federal de Goiás (UFG) defende a ampliação dos cursos de Direito para seis anos e disse que é radicalmente contra a redução do tempo de duração do curso.

"O curso deveria ser estendido, para que o aluno pudesse ter mais acesso ao Direito de Família e Tributário, por exemplo, que são importantes." Ele explicou que não é contra os novos cursos de Direito, mas sim daqueles que são improvisados e não seguem nenhum critério. A reportagem do DM tentou conversar com a direção da Universidade Paulista (Unip), que nos informou que não iria se pronunciar sobre o assunto.

Fonte:Diário da Manhã (GO)
  • Fonte:

Tags:

Aviso de cookies: Nós usamos cookies próprios e de terceiros para melhorar os nossos serviços , para análise estatística e para mostrar publicidade. Se você continuar a navegar considerar a aceitação de seu uso nos termos estabelecidos nos Política de Cookies.