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Ciência deve servir ao coletivo

      
A importância social da universidade ainda não é difundida no país. Falta expandir o conhecimento científico a todas as esferas da sociedade, para que se beneficiem desses estudos. Esta é a opinião da presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Glacy Zancan, em palestra realizada ontem na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Para maior integração, ela ressaltou a necessidade do envolvimento de alunos e professores na divulgação do aprendizado para a comunidade em que estão inseridos e não apenas para propósito pessoal. "A universidade pública está servindo para a promoção social do indivíduo e não para o coletivo", disse a professora.

A SBPC está divulgando entre as universidades o Projeto Brasil 2006, que promove a reciclagem da mentalidade do professor. A iniciativa prevê que até 2006 os conceitos sobre ciência sejam mais debatidos nas escolas. "Os alunos têm que aprender o que é uma clonagem ou uma inseminação e não ficar numa explicação simplória. A universidade não pode ficar restrita, numa redoma de vidro, sem expandir esses conhecimentos", ressaltou.

Uma das razões que contribuem para o afastamento da ciência da comunidade é que os pesquisadores se fixam no compromisso de reclamar recursos para o desenvolvimento de determinada área e não abrem a discussão sobre a sua importância. "Na realidade, a ajuda vem no momento em que forem apresentados os trabalhos que mostram soluções para os problemas sociais. Aí a sociedade vai apoiar." Glacy criticou a falta de uma política educacional para o desenvolvimento da ciência. O Brasil é um dos países com baixo número de cientistas do mundo. Segundo dados apresentados pela presidente da SBPC, há 168 profissionais por cem mil habitantes no país.

"Dez vezes menos do que uma nação desenvolvida", informou. Rossana Proença, pró-reitora de Cultura e Extensão da UFSC, destacou o lançamento do projeto "Papos sobre Ciência", que divulga os trabalhos realizados no campus, e a Semana de Ensino à Pesquisa e Extensão (Sepex), como atividades de integração entre a sociedade e a universidade. A pró-reitora de Ensino de Graduação, Sônia Hickel Probst, disse que as mazelas do país são tão grandes que as universidades precisam fazer ainda mais para ampliar o acesso ao ensino superior.

Fonte: Diário Catarinense
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