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USP culpa direção de faculdade pela crise

      
O reitor da Universidade de São Paulo (USP), Adolpho José Melfi, acusou ontem a direção da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) de ser a responsável pela crise e conseqüente greve de alunos na unidade. Segundo ele, a falta de organização da diretoria é que provocou escassez de professores na unidade. "Se há professores que não estão com a sua carga didática completa, por que não dão duas aulas em vez de uma só? Precisamos utilizar os docentes o melhor possível."

Os cerca de 13 mil alunos da FFLCH estão em greve desde o dia 2 de maio e dizem que convivem com salas superlotadas e disciplinas canceladas por falta de docentes. Eles reivindicam 259 novas contratações para resolver o problema. Ao mesmo tempo, a direção pede 115 docentes.

"Não há seriedade nessas solicitações", disse o reitor. "Se cada um pede um número é bem provável que os dois estejam errados." Desde que o movimento na FFLCH começou, a reitoria da USP ofereceu 26 novos professores, segundo Melfi, para resolver o problema imediato. De acordo com o reitor, alguns dos professores pedidos estão em departamentos da FFLCH cujos docentes não têm cumprido as 8 horas semanais, carga mínima exigida pela USP. Melfi diz que só autorizará mais professores para os departamentos que estiverem supercarregados de trabalho.

A diretoria da FFLCH não tinha se pronunciado até o início da noite de ontem sobre as considerações do reitor da universidade.

Requisito- O reitor, durante a entrevista coletiva sobre a crise na FFLCH, mencionou outro problema organizacional da faculdade: a instalação do chamado ciclo básico no curso de letras. Esse sistema, que existe desde 1999, criou um primeiro ano básico para todos os iniciantes do curso. Por causa disso, houve acúmulo de muitos alunos nas mesmas disciplinas. "Era preciso discussão mais aprofundada sobre o ciclo básico, prevendo quantas contratações seriam necessárias." Segundo ele, caso as contratações não saíssem, a FFLCH deveria ter desistido da iniciativa.

"Não há mais o que fazer", concluiu o reitor. Ele disse que não aceita negociar diretamente com os alunos, como propôs a diretoria da FFLCH. Ontem pela manhã, Melfi foi surpreendido por um grupo de estudantes da FFLCH que protestava na frente do prédio da Faculdade de Economia e Administração de Empresas (FEA). "Jogaram pedras no meu carro, isso é uma violência." Os alunos dissem que apenas tentaram conversar com o reitor.

Fonte:O Estado de São Paulo
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