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Urologistas da Unicamp lançam livro sobre infertilidade masculina

      
Os médicos urologistas Paulo Augusto Neves e Nelson Rodrigues Netto Júnior lançam nesta terça-feira, dia 25 de junho, às 18h30, na Livraria Cultura, à Avenida Paulista, 2073, Edifício Horsa1 (Conjunto Nacional), em São Paulo, o primeiro livro sobre infertilidade masculina escrito no Brasil e em toda a América Latina. Neves, que é responsável pelo setor de infertilidade masculina da Faculdade de Medicina da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e diretor do Centro de Reprodução Humana de Campinas, e Netto, professor titular de urologia da Faculdade de Medicina da Unicamp e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Urologia, são considerados dois dos maiores especialistas em infertilidade masculina no país.

O livro Infertilidade Masculina, que está sendo lançado pela editora Atheneu, mostra o avanço registrado pela medicina nos últimos anos no combate ao problema, devido ao surgimento de técnicas inovadoras de diagnósticos e tratamento. "A literatura médica brasileira possui vários títulos sobre a infertilidade feminina, mas nada sobre a masculina, que ainda é um tema relativamente novo. Acreditamos que esse livro será uma importante fonte de consulta para aqueles que desejam se aprofundar no assunto", afirma o autor Paulo Augusto Neves.

Além de discussões sobre anatomia, fisiologia, epidemiologia, diagnósticos e tratamento da infertilidade masculina, a obra inclui dados importantes sobre os métodos de reprodução assistida, psicologia, ética, criopreservação de espermatozóides e genética da infertilidade masculina. Além de textos dos autores, o livro possui capítulos escritos por pesquisadores dos Estados Unidos e do Reino Unido, bem como artigos assinados pelos principais especialistas brasileiros no assunto.

Evolução - Paulo Augusto Neves diz que ainda há muito desconhecimento sobre o tratamento da infertilidade masculina no Brasil, mesmo entre a área médica. "Culturalmente, o problema de infertilidade sempre foi relacionado à mulher. E quando se descobria que a causa era masculina, ainda não se conhecia o tratamento para o problema", afirma. Segundo o urologista, os estudos sobre o assunto começaram em 1980, mas a grande revolução no tratamento surgiu a partir de 1992, com a invenção da ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozóide). "Com essa técnica, basta que consigamos encontrar um único espermatozóide para que a gravidez seja possível", explica. De acordo com Neves, a partir do surgimento da ICSI, os laboratórios começaram a dar atenção para o tema, que passou a ser mais difundido na área médica e mais pesquisado.

Segundo o médico Ira Sharlip, da Associação Americana de Urologia, que assina o prefácio do livro, o tratamento da infertilidade masculina entrou em um período de desenvolvimento que pode ser descrito como "ficção que virou realidade". Outro avanço descrito por Netto é a diminuição do preconceito em relação ao tema. "Hoje em dia, de 30% a40% dos casais que chegam às clínicas de reprodução humana são encaminhados devido a causas masculinas. Isso mostra que hoje já existe a consciência de que o problema pode ser do homem, e não da mulher", diz. Ele explica que, durante muito tempo, a infertilidade masculina foi confundida com impotência sexual, o que afastava os homens dos consultórios. "Esse tipo de confusão ainda existe, mas já é muito menor", afirma.

Causas - As principais causas da infertilidade masculina são a varicocele (varizes nos testículos), que afeta a produção de espermatozóides; a infecção do sêmen, que pode ser adquirida por meio de doenças venéreas ou outros tipos de infecções, tanto na próstata como nas vesículas seminais; o uso de álcool, drogas e de alguns tipos de medicamentos; alterações hormonais e alterações genéticas. Conforme o estágio, o problema pode ser eliminado com cirurgias, como no caso da varicocele, ou com tratamentos antibióticos. Caso essas alternativas não resolvam o problema, as soluções são os procedimentos de reprodução assistida, em especial a Fertilização in Vitro (bebê de proveta) e a ICSI, por meio da qual um espermatozóide é injetado no óvulo. "Hoje em dia, o que mais se recebe nos consultórios são casos em que a única solução é a ICSI.

E a maioria dos casais consegue engravidar", afirma Neves. Segundo ele, o tratamento do problema seria bem mais fácil se os homens passassem por exames de rotina. "Assim como a mulher deve ir pelo menos uma vez por ano ao ginecologista, o homem também deveria visitar um urologista anualmente".

Fonte: Unicamp
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