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Degustador Cerebral

      
Um sistema com "paladar requintado", apurado a ponto de ajudar degustadores a aprovarem novas bebidas ou comidas. Este é o Sistema de Análise Sensorial Cognitiva, projeto do Laboratório de Física Aplicada e Computacional da FZEA (Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos) da USP (Universidade de São Paulo), que poderá, futuramente, ajudar no desenvolvimento de novos produtos alimentícios para o consumidor, uma vez que detecta variações de sabor imperceptíveis para o humano.

Idealizado pelo professor Ernane José Xavier em 1996 - que defendeu a tese de doutorado "Interface Cérebro e Computadores usando Redes Neurais Artificiais e Técnicas de Processamento Digital de Sinais" em 2000 - o projeto foi iniciado somente há seis meses e aguarda um financiamento da FAPESP (Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo), já solicitado. O Sistema de Análise capta, através de eletrodos ligados ao cérebro humano, os sinais que identificam o paladar, por meio de um amplificador de sinais elétricos cerebrais (eletroencefalograma EGG) conectados a um computador, cujo software registra e decodifica os sinais.

O Sistema processa as informações através de um software e define quatro sabores básicos: doce, amargo, salgado e azedo. "Futuramente, quando o software estiver completo, suas aplicações poderão ser utilizadas principalmente na área de engenharia de alimentos, sendo uma importante ferramenta no desenvolvimento de um novo produto para o consumidor", acredita Xavier.

Hoje, para o desenvolvimento de um novo produto alimentício, é necessária uma bateria de testes, que vão desde a definição de ingredientes, validade do produto, embalagem, aroma e sabor. Este último item é muitas vezes o ponto fundamental para que o produto seja aceito pelos consumidores e, por isso, os degustadores entram em ação. Profissionais treinados que avaliam pelo paladar os sabores de produtos alimentícios, os degustadores poderão contar com a ajuda do Sistema de Análise, que consegue identificar variações de sabores imperceptíveis para o paladar dos humanos, mas não para o cérebro.

"Futuramente as empresas que fazem promoções de seus produtos para degustação em supermercados poderão analisar, através de um computador equipado com o sistema, se realmente o produto está sendo bem aceito", acredita Xavier, fazendo um exercício de futurologia. "Desta forma, as empresas e o consumidor ganham."

O Sistema de Análise Sensorial Cognitiva não tem data para chegar ao mercado. Ainda em desenvolvimento, os pesquisadores buscam parcerias com empresas para o progresso do Sistema. Hoje, a manutenção do projeto está sendo custeada pela própria USP e os pesquisadores contam com bolsas de iniciação cientifica do CNPq. O sistema será apresentado ainda no décimo SIICUSP (Simpósio Internacional da Iniciação Cientifica da Universidade de São Paulo). Mais informações na página do evento: https://www.usp.br/siicusp.

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