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Nas entrelinhas dos editais

      
Tudo pronto para Fernanda Teles fazer o concurso público da Eletrobrás em maio deste ano, não fosse um pequeno detalhe: ela não reparou que o edital pedia para que, no dia da prova, os candidatos levassem diploma e carteira de trabalho. Resultado: Fernanda perdeu a oportunidade de (tentar) trabalhar na estatal e levou um prejuízo de R$ 43, valor referente à taxa de inscrição. Erros como esses são mais que comuns. Isso porque, dizem os responsáveis por processos de seleção, os candidatos simplesmente não lêem o edital.

? Vinha fazendo concursos sem que essa comprovação fosse feita no dia da prova. Discordo da forma como a exigência foi passada, mas reconheço que ela estava lá.

Fernanda não fez nada que outros candidatos não façam: acreditou que todos os concursos são iguais. Só que não são, frisa Romilda Guimarães, diretora do Centro de Seleção e de Promoção de Eventos (Cespe):

? Cada concurso tem sua particularidade. Para a Polícia Federal, por exemplo, o candidato levou essa documentação no dia da matrícula do curso de formação.

Também são eliminados aqueles que não dão a devida atenção à forma como se deve apresentar a documentação, diz Antonio Marco de Oliveira, gerente de concursos do Núcleo de Computação Eletrônica (NCE/UFRJ):

? Há concursos que exigem originais de identidade e diploma. Outros, cópias dos documentos. E também existem aqueles que pedem cópias autenticadas.

São pequenos detalhes, aliás, que podem representar prejuízo para o candidato. Romilda cita o caso de testes que exigem apenas o uso de caneta esferográfica preta, e não azul. E ainda o fato de que, em algumas provas, uma questão errada elimina outra certa. Ou seja, o ideal é não responder aleatoriamente às perguntas:

? Ignorar informações como essas é fatal.

Mesmo que a leitura dos editais não seja das mais fáceis, Max Suassuna, diretor regional da Escola de Administração Fazendária (Esaf), diz que o candidato deve se esforçar. Afinal, seu conteúdo é a base para contestar qualquer procedimento durante a seleção:

? Como saber, por exemplo, que o concurso permite consulta na prova? E, se permite consulta, que livros levar?

Francisca Márcia Gonçalves, ou melhor, Francisca Gonçalves ? a candidata reviu sua documentação, que estava errada, para poder se inscrever no concurso de merendeira da Secretaria municipal de Educação do Rio ? leu o edital, sim. Mas superficialmente. O resultado é que acabou ficando frustrada ao saber que, no desempate, perdera a vaga para alguém um ano e meio mais velho do que ela:

? Pelo que eu entendi, a candidata com quem empatei tem menos chances no mercado de trabalho do que eu.

Fonte: O Globo
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