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Ulbra inaugura usina com cogeração no RS

      
Começa a operar nesta segunda-feira no campus da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), em Canoas, na Grande Porto Alegre, a primeira usina de cogeração a gás natural do Rio Grande do Sul. O projeto também é o primeiro do gênero no País envolvendo uma universidade. A usina, projetada para gerar até 4,4 megawatts (MW), inicia operando com a metade da capacidade, o suficiente para atender toda a atual demanda de energia do campus. A segunda fase deve começar a geração no início de 2003 para atender as necessidades do Hospital Universitário da Ulbra, hoje em construção. Na cogeração, são produzidos simultaneamente energia elétrica e térmica.

Os cerca de US$ 6,5 milhões previstos para a implantação do projeto - US$ 4,5 na primeira fase - serão investidos pela Stemac S.A. Grupos Geradores, através da subsidiária Stemac Energia. A empresa e a Fundação Ulbra constituíram a Stepie-Ulb S.A., que irá operar e comercializar a energia para a universidade por 16 anos. Depois do período de concessão, a usina passa para o controle da universidade. A Stemac Energia será majoritária na Stepie-Ulb S.A., que terá apenas 6% de participação acionária da Fundação Ulbra. A concepção e a contratação do projeto foi conduzida pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa da universidade.

Segundo o engenheiro Fernando Wendt, coordenador técnico da área de Desenvolvimento da Stemac, a usina deve consumir de 13 mil a 16 mil metros cúbicos ao dia de gás natural do gasoduto Brasil-Bolívia (Gasbol). A economia que a Ulbra projeta na conta de energia é de 16,7%. Os gastos mensais, normalmente, giram em torno de R$ 300 mil. `Também vamos acabar com as quedas de energia, que ocorrem pelo menos uma vez por semana no campus e causam vários transtornos`, diz o diretor executivo da Fundação Ulbra, Luiz Carlos Moreira.

Na fase inicial, a usina de cogeração irá produzir água gelada para 415 toneladas de refrigeração, 82,5 mil litros/dia de água quente e 1,7 tonelada/hora de vapor saturado a 8 bar de pressão. Os prédios administrativos do campus, as salas de aula e as bibliotecas terão energia e o ar condicionado fornecido pela unidade. O primeiro prédio totalmente climatizado será o de número 6, com 51 salas.

O vapor será empregado no Hospital Universitário. De acordo com a Ulbra, a implantação da usina viabiliza o fornecimento um confiável de energia para o futuro hospital que, por trabalhar com equipamentos de alta tecnologia, não poderia correr risco de interrupção no abastecimento, principalmente nas salas cirúrgicas, nas unidades de tratamento intensivo (UTIs) e no Centro de Tratamento do Câncer. Além das vantagens econômicas, a utilização do gás natural permite que a planta emita menos da metade de gases causadores do efeito estufa.

A construção da usina também foi facilitada pelo fato dos ramais de distribuição do gasoduto passarem pelo pátio interno do campus para conectarem-se ao city-gate localizado na Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), também em Canoas. O fornecimento do combustível natural fica a cargo da Companhia de Gás do Estado do Rio Grande do Sul (Sulgás).

Fonte: Gazeta Mercantil
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