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Reforma eleitoral não

      
A reforma da estrutura eleitoral no Brasil é necessária, mas nem tudo o que ela propõe pode realmente ser positivo para todas as classes sociais do país. A conclusão é da professora da Universidade de São Paulo (USP), Maria D'Alva Kinzo, uma das palestrantes do último dia de debates do seminário "Dimensões da Democracia Eleitoral", promovido pelo programa de pós-graduação em Sociologia Política da UFSC, que encerrou ontem, na Capital.

PhD em Ciência Política pela Universidade de Oxford e autora de vários livros sobre o tema, Maria Kinzo acredita que o voto facultativo, uma das propostas da reforma eleitoral no Brasil, poderá provocar a longo prazo uma maior alienação política da população, pois muitos não irão mais às urnas para eleger seus governantes. "Sem a participação do povo, a elite poderá deixar de prestar contas a boa parte da população que a elegeu, já que a participação nas urnas será mais restrita".

Como exemplo da falta de interesse popular pelas eleições, a professora citou uma pesquisa desenvolvida pela USP na qual apenas 25% dos entrevistados soube responder a que partido pertence o presidente Fernando Henrique Cardoso. "Há poucos partidos que conseguem deixar sua marca para o eleitor. Isso porque muitos deles sequer têm uma característica fácil de entender e porque os candidatos vivem migrando de partido para partido. Não é à toa que as legendas não tenham raízes com seus eleitores", comenta.

Na avaliação de Maria Kinzo, o financiamento público das campanhas eleitorais tende a equilibrar o pleito, embora possa não causar o "efeito moralizante" que é esperado. Os debates contaram com a presença também do desembargador presidente do Tribunal Regional Eleitoral, Anselmo Cerello, representantes do Ibope e da Universidade de Brasília. O seminário encerrou à tarde com o lançamento do livro "A Esquerda Presta Contas - Comunicação e Democracia nas Cidades" (Editora da UFSC), do professor Paulo Fernando Liedtke.

Fonte: A Noticia - Joinville

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