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Faculdade particular financiará estudantes para reduzir o calote

      
Até o final deste ano, faculdades e universidades particulares pretendem oferecer crédito a estudantes de menor poder aquisitivo. O objetivo é facilitar o acesso desses alunos ao ensino superior. Segundo Marcos Valdivia, diretor-geral do Semesp, a idéia é que as instituições concedam bolsas restituíveis em condições de pagamento mais atrãntes do que as oferecidas pelo Fies, o programa de financiamento estudantil do Ministério da Educação, que não consegue atender a demanda por crédito educativo. O Semesp é o sindicato que reúne 326 empresas mantenedoras de estabelecimentos de ensino superior no estado de São Paulo, que congregam 700 mil alunos.

O Fies financia até 70% do valor da mensalidade e cobra juros fixos de 9% ao ano, sendo que parte desses juros é amortizado mediante o pagamento trimestral de R$ 50 no decorrer do curso. Os 30% restantes são assumidos pelos estudantes. O programa governamental seleciona os alunos de acordo com o perfil sócio-econômico porque as vagas são limitadas e exige garantias, como fiador.

Esse ano serão oferecidas 80 mil vagas (40 mil por semestre). Para as 40 mil vagas do primeiro semestre de 2002, inscreveram-se 190 mil candidatos. As inscrições para as vagas do segundo semestre serão abertas em 2 de setembro.

O objetivo das mantenedoras de instituições particulares, ao estimular as faculdades a abrirem linhas de financiamento estudantil, é substituir a inadimplência ? que hoje gira em torno de 20% ? pelas bolsas restituíveis, explica Marcos Valdivia. As mantenedoras ainda não definiram as taxas e as demais condições financeiras para o desenvolvimento do projeto e estudam formas de garantia menos rígidas do que as do Fies, que serão exigidas dos tomadores do empréstimo.

"Sabemos que não poderemos fazer muitas exigências, pois isso excluiria quem mais precisa do financiamento, que é o estudante pobre. Este, por sinal, é o problema do Fies ao exigir fiador", diz Marcos Valdivia. Segundo o diretor do Semesp, como as bolsas serão oferecidas pelas escolas, cada uma definirá a quantidade e o modelo de contrato que será fechado com o financiado.

Ao sindicato caberá gerenciar o sistema e a duração do financiamento. O Semesp dará o pontapé inicial oferecendo um aporte de R$ 500 mil para incentivar a participação de todas as associadas e viabilizar o projeto. "Vamos buscar recursos em todas as fontes de captação, privadas e governamentais, que serão devolvidas e a fundo perdido", avisa Valdivia.

Fonte: Diário de S. Paulo
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