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Teste com diesel reciclado pela UESC

      
O Transamérica Ilha de Comandatuba, no litoral sul da Bahia, está se preparando para reaproveitar o óleo vegetal resultante de frituras em suas cozinhas como combustível para a frota de veículos, embarcações e máquinas do resort.

A reciclagem do produto será feita pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), localizada entre os municípios de Ilhéus e Itabuna, que há pouco mais de dois anos opera uma planta-piloto de conversão desse tipo de resíduo em biodiesel, com tecnologia da Universidade de Kassel (Alemanha). A instituição adaptou o processo desenvolvido pelos alemães às condições locais e hoje mantém cinco carros rodando com uma mistura de 20% de biodiesel e 80% de diesel de petróleo.

O hotel firmou um convênio com o Projeto Biocombustível, da UESC, pelo qual até o final do ano será experimentada uma mistura naquelas proporções em um trator e um gerador para avaliação da viabilidade econômica. Na etapa seguinte, o biodiesel deverá ser usado em um caminhão, quatro tratores, dez embarcações e oito geradores, podendo vir a ser estendido aos 18 carrinhos do campo de golfe, aos cortadores de grama e a 30 veículos destinados ao traslado de passageiros, bagagens e outros serviços.

Com isso, o Transamérica quer reduzir os custos com combustível e implementar sua política de preservação do meio ambiente, no momento em que trabalha para obter a chamada ISO ambiental. Há um ano, o hotel deixou de descartar o óleo de soja usado na preparação de alimentos. Em vez de lançá-lo na canalização, o que provocava constantes entupimentos e aumentava os custos com manutenção, passou a cedê-lo ao Projeto Biocombustível. São 400 litros por semana ou 800 litros no período da alta estação turística.

Agora, com a adesão ao biodiesel, quer diminuir sua conta de diesel de petróleo, que hoje é de R$ 10,6 mil mensais. "Nossa meta é obter uma redução de até 50%", disse o engenheiro agrônomo Alex Assis Coutinho, coordenador técnico de meio ambiente do resort. Se for viável em termos tecnológicos, ele disse que poderá passar a usar 100% do diesel de óleo de cozinha.

A coordenadora do projeto da UESC, Rosenira Serpa, explicou que em geral não são necessárias alterações nos motores para o uso do biodiesel. No caso de misturas com maior concentração pode ser preciso a troca de partes do circuito de combustível que contenham elastômeros não resistentes ao éster metílico de ácidos graxos. A Universidade já operou durante mais de um ano um veículo com 100% de biodiesel.

O percentual da mistura depende mais da política do País nesta área do que da tecnologia, bastante difundida na Europa. No Brasil não há qualquer regulamentação nesta área. O interesse do Transamérica em utilizar o máximo do novo combustível relaciona-se principalmente ao seu custo, que varia de R$ 0,60 a R$ 0,80 o litro, enquanto o petrodiesel é adquirido do fornecedor a R$ 1,06.

Fonte: Gazeta Mercantil
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