text.compare.title

text.compare.empty.header

Notícias

Glórias e dissabores dos vestibulandos

      
Dúzias de ovos e tintas nas cores verde, vermelho e azul para brindar os 1.977 alunos aprovados no último vestibular da Universidade de Brasília. Como é de praxe, os vitoriosos foram recebidos no último dia 8 com festa preparada por veteranos, pais e amigos no teatro de arena da UnB. Os sorrisos, aplausos, gritos de felicidade, abraços, beijos e lágrimas de quem identificou o nome na lista são o desabafo de uma trajetória de luta para conquistar sonho tão disputado. Enquanto uns comemoram a nova etapa, muitos choram a decepção da derrota. Mais de 80% dos inscritos não conseguem vaga. O Correio conversou com alguns vitoriosos do vestibular e quis saber como eles chegaram lá. Mas quem não passou também dá lições. Perseverança é um delas.

Mente brilhante

Uma aranha de seis patas. Quem tem noções básicas de Zoologia sabe que os aracnídeos têm oito pernas, mas Mateus Jensen Didonet, 18 anos, não se preocupou com essa formalidade da Natureza ao arquitetar sua obra-prima. Uma das paixões do primeiro colocado no vestibular da Universidade de Brasília é brincar de lego. Durante as férias, ele fez uma réplica quase perfeita do animal. Construída por um sistema de tripé e manivela, a aranha se movimenta. ??Não fiz com oito patas porque ia dar muito trabalho??, justifica.

De tão precioso, o animalzinho de estimação passou a ocupar lugar privilegiado no quarto do calouro da Física. Divide espaço na estante com os livros, uma caixinha de fios, tomadas, extensões e fusíveis. Desde cedo, o estudante cultiva duas paixões: ler e brincar de montar-e-desmontar televisões, rádios e relógios.

Júlio Verne foi o primeiro escritor a despertar o interesse de Mateus. Na oitava série, leu A Volta ao Mundo em 80 Dias (em poucas horas) e depois não parou mais. Da ficção passou a apreciar Sociologia, Filosofia e Política. Herdou da biblioteca particular do pai ? Filósofo e Pedagogo ? clássicos de Marx, Angels, Politzer, Maquiavel, Sócrates e Descartes. Leu um pouco de todos e aprendeu muito com eles. ??Comecei a questionar uma porção de coisas que parecem prontas e acabadas??, resume.

Atualmente, o livro de cabeceira do calouro é o segundo volume da saga O Senhor dos Anéis. Resolveu ler as mais de mil páginas de J.R.R Tolkien em Inglês. ??Para treinar o idioma??, diz.

O estudante prodígio também trata com informalidade outras matérias que aprende na escola. ??Nunca fui de separar horas de estudo para fazer dever de casa??, revela. A tática para chegar aos 447 pontos nas provas da UnB ainda no terceiro ano do Galois foi outra. Ele aproveita cada segundo da aula para aprender com os professores. ??Quem perde as explicações passa horas em casa recuperando o prejuízo.??

As horas que ganha com o eficiente método de estudo, Mateus gasta com os esportes, igreja e a namorada. ·s segundas, quartas e sextas-feiras, das 18h às 21h, ele treina esgrima. Há quatro anos, é adorador das competições com espada. ·s quintas-feiras freqüenta o Vem, grupo jovem católico do qual é coordenador. E o final de semana é reservado para os amigos e a namorada.

Mateus se apropria das palavras de seu grande ídolo, Albert Einstein, para explicar o segredo de conciliar uma vida normal ao desempenho no vestibular: ??A imaginação é mais importante que o conhecimento??. Então, o lego, a Filosofia, o esporte, a igreja tomam dimensões grandiosas para a história de sucesso do estudante. Cada uma das atividades ensina lições de vida diferentes para Mateus. ??O que se aprende nas aulas deve ser usado para sedimentar o conhecimento. Decorar fórmulas e conceitos não serve de nada se você não consegue explicar as coisas que estão à sua volta??, ensina.

Fonte: Correio Braziliense


  • Fonte:

Tags:

Aviso de cookies: Nós usamos cookies próprios e de terceiros para melhorar os nossos serviços , para análise estatística e para mostrar publicidade. Se você continuar a navegar considerar a aceitação de seu uso nos termos estabelecidos nos Política de Cookies.