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USP vai formar comissão para discutir atuação de fundações

      
O reitor da Universidade de São Paulo (USP), Adolpho José Melfi, nomeia hoje uma comissão que começará a discutir a atuação das 30 fundações de direito privado que colaboram com a instituição. Suas vantagens e desvantagens para a universidade provocaram polêmica no ano passado, quando estudantes bloquearam a entrada da reitoria e impediram a votação de um projeto que as regulamentaria.

"A comissão vai preparar o terreno para o trabalho de um grupo maior", diz o pró-reitor de pesquisa, Luiz Nunes, que presidirá a discussão. A intenção é apontar quais os assuntos principais que, mais tarde, serão debatidos na universidade. Essa medida havia sido prometida fazia quase um ano pelo então reitor Jacques Marcovitch, já que o protesto dos alunos justificava-se pela ausência de discussão. Durante este ano, as fundações de apoio preencheram relatórios enviados pela reitoria sobre suas funções. Alguns exemplos são a Fundação Instituto de Administração (FIA), Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e a Fundação Vanzolini. O resultado será apresentado à comissão.

"Resta saber se uma parcela considerável de estudantes, professores e funcionários vai participar da discussão depois", diz o coordenador do Diretório Central Estudantil da USP, Fábio Vannucchi. Segundo Nunes, será organizado um "amplo painel". Entre os assuntos que devem ocupar a comissão estão os cursos pagos oferecidos pelas fundações e a distribuição do dinheiro recebido por elas. Além disso, neste ano, a USP proibiu novos cursos não gratuitos até que estudos sobre eles sejam concluídos.

Controle - O objetivo da universidade é criar mecanismos de controle dessas fundações, que são formadas por professores da USP. Por meio das entidades, eles fazem pesquisas ou ministram cursos para empresas privadas.

Os críticos das fundações dizem que os professores acabam se dedicando mais ao trabalho na entidade do que aos alunos, porque as remunerações são maiores. Quem as defende acredita que elas são uma maneira de captar mais recursos para a universidade pública, já que 5% dos seus ganhos precisam ser repassados para a USP. Mas, segundo Nunes, isso só acontece quando os trabalhos são feitos por meio de convênios com a universidade. "·s vezes elas fazem serviços que nós nem ficamos sabendo."

Fonte: O Estado de S. Paulo

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