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Ensino superior atrai novos investimentos em Salvador

      
Diplomata, 2 de Julho, Hélio Rocha, Polifucs, FIB, Unibahia, São Camilo e Castro Alves são apenas alguns dos nomes das novas instituições particulares de ensino superior que surgiram na região metropolitana de Salvador nos últimos quatro anos. Para o final do ano já estão previstos novas opções de vestibulares, como o da Faculdade Social da Bahia (do Isba). Outros colégios tradicionais de Salvador, como Mendel, São Paulo, Vieira, Nobel e PHD também têm planos de incluir nível superior.

O fato da educação pública no país não atender à demanda existente, na opinião da consultora educacional Aldema Menine Trindade, vem estimulando o surgimento de instituições privadas de ensino superior, sobretudo por iniciativa de escolas já estabelecidas e tradicionais. · frente do projeto de criação da faculdade do Isba, ela diz que a instituição, com 37 anos de experiência, tem o alicerce necessário para dar credibilidade à nova faculdade, cujo funcionamento foi autorizado pelo Ministério da Educação no último dia 15 de março.

Este ano já haverá vestibular, com 50 vagas por turno para cada um dos cursos já definidos: bacharelado em teatro e licenciatura em artes cênicas, com ênfase na formação de ator. "Vamos investir em bons cursos e criar demandas pela qualificação", explicou Aldema Trindade, lembrando que o Isba sempre se preocupou em trabalhar com esporte, arte e educação. Outros cursos estão previstos, entre eles educação física e administração, com habilitações para RH e gestão de negócios.

Preferindo não falar nos valores aplicados pelo Isba, ela classificou como viável os investimentos privados no ensino superior, mas fez uma ressalva: "Uma coisa é ter autorização para funcionar, outra é permanecer no mercado". E para isso a consultora está convencida de que investir apenas no ensino não dará resultados. "Tem que ter pesquisa e extensão e assegurar a permanência do corpo docente", defendeu.

Esta também é a opinião do diretor da Faculdade 2 de Julho, reverendo áureo Santos. Ex-aluno do Colégio 2 de Julho, que este ano completa 74 anos, ele concorda que o surgimento de tantas instituições de ensino superior está diretamente ligado à pouca atenção que o governo vem dando ao segmento, priorizando o ensino fundamental e médio. Enquanto Recife tinha, há dois anos, 36 faculdades, a capital baiana, com 2,5 milhões de habitantes, contava apenas 25, comparou. E a demanda existe, observou, citando os milhares de candidatos que concorrem a cada um dos concursos realizados pelas faculdades.

"Essa visão de que o governo está querendo entregar o ensino superior para a iniciativa privada revela a preocupação com o ensino fundamental, que é a grande carência do país, mas ele não pode deixar de lado a universidade pública, porque elas servem de parâmetro para as particulares, são modelos filosóficos, pedagógicos e políticos", argumentou o reverendo áureo. No caso do 2 de Julho, criar a faculdade era um plano antigo, um sonho acalentado pelo casal Baker, fundadores do tradicional colégio.

Por enquanto, os cursos estão sendo mantidos pela Fundação 2 de Julho, criada em 1976, com a vantagem de não pagar pelas instalações nem equipamentos. As mensalidades, no valor de R$415, pagas pelos 260 alunos dos cursos de administração, com habilitação em comércio exterior e gerência de negócios, são reinvestidas na própria instituição, que não tem fins lucrativos.

Conjuntura favorece expansão

Especializada em projetos de implantação de instituições de ensino, do infantil ao superior, a Consultec participou da criação da Faculdade 2 de Julho, da São Camilo, da Hélio Rocha, da FTE e da Castro Alves, entre outras. Para a diretora Adelaide Rogério de Rezende, o boom do surgimento de faculdades particulares, a partir de 97, teve como motivação uma forte pressão de demanda. "A própria conjuntura do mundo atual está exigindo a expansão da qualificação profissional", justificou. O estado ganhou nada menos que 21 novas instituições de nível superior. Outras quatro estão em processo de autorização junto ao MEC e uma obteve recentemente a carta branca para entrar no mercado.

O governo federal tem a expectativa de expandir em 30% o ensino superior em todo o país até 2004. Para isso, criou mecanismos para agilizar a análise dos projetos e formas de avaliação da qualidade (provão, comissões especialistas...), instalando um processo permanente de recredenciamento. "Isso tem provocado a busca pela qualidade, o que também é uma conseqüência do aumento da concorrência", observou Adelaide Rezende. A Bahia tem, hoje, 35 instituições de nível superior, sendo sete universidades, cinco públicas e duas particulares.

O "movimento expansionista", como costuma chamar, está sendo altamente positivo também para a categoria dos professores, que passaram a ter um estímulo maior para a qualificação. Afinal, o valor da hora/aula, que antes não passava de R$10 a R$12, indiscriminadamente, hoje pode chegar a R$50 para os que têm doutorado. Os que têm mestrado estão na faixa de R$38 e os professores que possuem apenas a graduação estão com remuneração variando entre R$20 e R$28 por hora/aula. "Graças a Deus esse momento chegou", comemora a consultora e educadora.

Os projetos de criação de instituições têm que incluir a previsão de viabilidade econômica para ser analisada pelo MEC. Na avaliação de Adelaide Rezende, o valor médio do investimento oscila entre R$400 mil e R$500 mil. "? um investimento alto, pois para o projeto ser aprovado tem que contemplar algumas exigências, como ter uma boa biblioteca, laboratório de informática atualizado e um bom projeto pedagógico que inclui docentes qualificados", argumentou.

Entre as novas que contaram com a consultoria da Consultec está a Faculdade Hélio Rocha, mantida pela Sociedade Integral de Ensino, também mantenedora do Colégio Integral, a 2 de Julho, a São Camilo, a Castro Alves e a FTE.

A Faculdade Diplomata, outra recém-criada, ligada ao Colégio Diplomata, está-se preparando para trocar o campus de Patamares pelo da Paralela, numa área total de 27 mil metros quadrados, sendo 11 mil metros quadrados de área construída, com sete pavimentos.

Fonte: Correio da Bahia
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