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Universitários dos EUA preferem jornal impresso

      
Eis a notícia: embora os câmpus universitários se incluam entre os lugares mais informatizados da Terra, as versões impressas de jornais universitários continuam muito mais populares do que suas edições online.

? por isso que a maioria dos editores de jornais universitários e colegiais, que se preparam para a volta de torrentes de estudantes às aulas, se concentrará mais em apresentar as melhores edições feitas com papel e tinta que puderem, do que em atender à necessidade de adaptar o jornalismo do câmpus à Web.

"Há muitos alunos fazendo curso especial de projetos para a Web, no nosso câmpus, mas não são muitos os que têm tempo disponível para fazer o trabalho," disse Schellene Clendenin, editora de verão do Daily Barometer, publicação da Universidade do Estado de Oregon, na semana passada. O Barometer, publicado semanalmente durante o verão, não atualiza seu site na Web desde junho.

Não é só a limitação dos recursos que mantém a ênfase dada à publicação de jornais universitários em papel. Aparentemente, os leitores dos câmpus preferem o veículo de linha antiga. "? mais fácil levar um exemplar impresso à sala de aula e ler quando sobra um tempo, do que levar um laptop", disse Clendenin. Os peritos em mídia afirmam que, a exemplo do que ocorre com outros tipos de jornais, as versões dos jornais universitários oferecidas pela Web continuam a ser mais um complemento das publicações impressas do que seus substitutos em potencial.

"? preciso mudar o comportamento das pessoas, assim como avançar na tecnologia de leitura para induzir as pessoas a mudarem para o jornal online, mas isso não está acontecendo", declarou Ron Yanoski, analista sênior que acompanha a tecnologia de educação de nível superior na Garner Inc., empresa de tecnologias de pesquisa.

Aparentemente não há estatísticas definitivas sobre quantos dos milhares de jornais universitários dos Estados Unidos mantêm sites na Web. Segundo um estudo de âmbito nacional, conduzido no segundo trimestre pela Student Monitor, firma de pesquisa de mercado, 30% dos estudantes universitários disseram que o jornal de seu câmpus está disponível online. No ano passado, a proporção dos que deram essa resposta foi de 27%.

E, entre os que sabiam que o jornal de sua faculdade estava na Web, apenas 29% haviam lido no mínimo uma edição no mês anterior - em comparação, 44% haviam lido no mínimo três das últimas cinco edições impressas.

Os sites de algumas faculdades na Web, especialmente das faculdades de grandes universidades, têm um tráfego bastante bom - não necessariamente dos alunos atuais, mas de pais de alunos, ex-alunos, e de pessoas que surfam ao acaso, de outras cidades e do exterior. Um desses jornais é The Arizona Daily Wildcat, da Universidade do Arizona.

Fora do câmpus - Em abril, por exemplo, o site do jornal na Web foi visitado por 300 mil pessoas diferentes, que leram cerca de um milhão de páginas. Muitos desses visitantes não estavam no câmpus, de acordo com Mark Woodhams, diretor de mídia estudantil e consultor de The Wildcat.

Na Universidade da Califórnia, em Los Angeles, Arvli Ward, diretor de mídia estudantil, disse que só aproximadamente a terça parte dos 9 mil visitantes diários do site de The Daily Bruin eram estudantes que vivem no câmpus.

Com as versões de jornais de faculdades postadas na Web atraindo poucos leitores do câmpus, os anunciantes relutam em gastar muito dinheiro online na tentativa de atingir grande número de estudantes.

Mike Canan, editor de The Post, o jornal da Universidade de Ohio em Athens, Ohio, revelou que nem mesmo os anunciantes que compravam espaço regularmente na edição impressa se mostram dispostos a pagar por anúncios na Web.

"Chegamos a tentar oferecer incentivos aos anunciantes, mas eles não se interessaram," ressaltou Canan. "Até o momento não ganhamos dinheiro com anúncios online."

Até entre as publicações que conseguiram atrair anúncios online, a renda obtida é só uma pequena fração da que eles obtêm com anúncios impressos. A renda do Wildcat com a edição online durante o último ano acadêmico foi de cerca de US$ 30 mil, em comparação com a renda de aproximadamente US$ 1,3 milhão obtida com a versão impressa. "A receita que obtemos com os anúncios online provém da venda de anúncios locais e classificados", disse Woodhams.

Fonte: O Estado de S. Paulo
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