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Alunos de escolas privadas têm maior índice de aprovação no PSS da UFPB

      
Os estudantes das escolas privadas atingiram, nos últimos três anos, os maiores índices de aprovação no Processo Seletivo Seriado para ingresso na Universidade Federal da Paraíba. No ano de implantação, 2000, foram 29.4% das escolas públicas contra 53.6% dos estabelecimentos privados.

Os números foram divulgados pela Comissão Permanente do Concurso Vestibular, hoje (19) à tarde, no primeiro dia do Seminário de Avaliação do PSS, promovido pela UFPB, que reuniu, no auditório da Reitoria, professores, dirigentes de escolas públicas e privadas, além de representantes de entidades classistas, de secretarias de educação e do conselho estadual.

Ainda segundo a Coperve, a disparidade continua em 2001, com 32% de escolas públicas para 50.1% das particulares. E este ano foram 36.3% da rede pública contra 49% dos estabelecimentos particulares.

Uma curiosidade apresentada em dados pela Coperve diz respeito ao índice de alunos que zeraram as provas do PSS nesses três anos. A tabela indica que nas provas da primeira série, em 2000, 41.3% dos candidatos zeraram; em 2001, 32% e em 2002, 36.7%.

Já na segunda série, em 2000, 52.8% dos candidatos zeraram as provas; em 2001, o índice foi de 27.2% e em 2002, 23.5%. Como os dados apontam, nesse sentido houve uma melhora considerável no desempenho dos candidatos.

Segundo o reitor da UFPB, professor Jader Nunes, que abriu o evento, um dos problemas mais graves enfrentados pelas Instituições com relação do PSS é o aumento de matrículas na rede de ensino médio, sem uma contra-partida equivalente no ensino superior. Ele explicou que no ano 2000 a rede de ensino público recebeu 117.270 matrículas, subindo para 125.800 em 2001.

O problema, segundo Jader, é que esse aumento de matrículas no ensino médio resulta em pressão para ingresso no sistema de ensino superior, que a cada ano vem sendo negligenciado ainda mais pelo Governo Federal. "Nos últimos 22 anos, houve um aumento de 1 milhão de vagas no sistema de ensino superior do País, e agora é que temos 12% da população nesse nível educacional, contra 39,2% na Argentina, 56,1% nos EUA e 54,6% na França, por exemplo...", informou.

O reitor explicou que o governo federal preferiu expandir o ensino superior no País, através da rede de universidades privadas. No entanto, os dirigentes dessas instituições estão acusando o saturamento do setor. Desta forma, configura-se um impasse com o aumento da demanda à universidade e a falta de políticas públicas e de financiamento para recuperar a área.

Segundo a pró-reitora de Graduação da UFPB, professora Iguatemy Lucena, o PSS vem se consolidando a cada ano. "Com a conclusão desse primeiro ciclo de três anos, com as primeiras turmas ingressando nos cursos de graduação da UFPB, consideramos que o PSS está se consolidando e contribuindo para aumentar a interação entre a UFPB e o sistema de ensino médio", acrescentou.

No entanto, segundo a professora, como todo processo seletivo, o PSS torna-se incompleto, já que aqueles que são desclassificados ficam insatisfeitos. "Precisamos avaliar o processo com a participação de todos os segmentos interessados da sociedade ", completou.

Jader lembrou que o PSS foi implantado com o objetivo de democratizar mais o processo de ingresso na UFPB. "Desta forma, é lamentável que nossos esforços já comecem a ser prejudicados pelas iniciativas de alguns estabelecimentos de ensino que estão fazendo cursinhos para os alunos das primeiras séries, treinando-os para outro tipo de vestibular", criticou.

O seminário de avaliação do PSS prossegue amanhã (20), no auditório da Reitoria, com as conferências: Implicações do PSS no Ensino Médio, às 9h, e à tarde, às 14h30, O Enem como forma de acesso à Universidade.

Fonte: UFPB
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