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Um bom lugar para fazer carreira

      
Brasília está em 9º lugar no ranking das melhores cidades para fazer carreira no Brasil. A informação foi divulgada pela Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro, depois da realização da pesquisa Como escolher as cem melhores cidades para fazer carreira no Brasil. O fato de Brasília aparecer entre as dez cidades mais prósperas no assunto deve-se a uma diversidade de fatores.

Segundo Moisés Balassiano, professor da FGV há 25 anos e responsável pela pesquisa, o foco do estudo saiu das empresas e foi para o mercado de trabalho. "Antes, falava-se em carreira no Banco do Brasil e nos Correios e Telégrafos. Hoje, as atenções estão voltadas para as carreiras acadêmicas e de Informática, duas áreas com grande atuação em Brasília", afirma ele.

Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), os professores universitários são bem-vindos no Distrito Federal, que possui cerca de 77 instituições de Ensino Superior. Já a área de Informática está bem respaldada pelas empresas de telefonia e agências bancárias. Para o engenheiro eletricista Rafãl Timóteo, coordenador do curso de Engenharia de Redes de Comunicação da UnB, o mercado de trabalho para este tipo de profissional é abrangente no DF.

"Além das empresas de telefonia e bancos, a cidade possibilita o emprego no governo federal e estadual com as grandes redes administrativas. O segundo maior mercado de Informática do País está aqui", informa. A boa classificação de Brasília na pesquisa deve-se também ao fato da cidade ter a maior renda brasileira, alto grau de escolaridade da população, programas de incentivo do governo local e uma localização privilegiada ? afinal, a cidade está localizada no centro do País e da América do Sul.

Isto faz dela uma das grandes capitais do turismo de negócios do Brasil, dando espaço para quem tem formação em Turismo e em Hotelaria. Por causa da posição no mapa, a área de logística oferece ainda excelentes oportunidades para pessoas físicas e jurídicas. Segundo dados da FGV, a cidade é o principal distribuidor de medicamentos do País, além de concentrar quase 60% da produção brasileira de genéricos.

A área de comércio exterior também não fica atrás em termos de perspectiva, considerando que Brasília é o maior importador do Centro-Oeste. Programas financiados por organismos internacionais são numerosos no Distrito Federal. Economistas, administradores de empresa, analistas de sistemas e engenheiros, entre outros, são os mais requisitados.

Pesquisa avaliou 109 municípios

A pesquisa Como escolher as cem melhores cidades para fazer carreira no Brasil, encomendada pela Editora Abril, teve duração de quatro meses. Neste período, listou-se entre os mais de 5 mil municípios brasileiros aqueles com população superior a 170 mil habitantes e com um total de depósitos à vista maior que R$ 210 mil. "Assim, chegamos a 103 municípios", informa Moisés.

Outras seis cidades, embora com número de habitantes abaixo do previsto, foram acrescentadas por serem importantes no mercado nacional. Com as 109 selecionadas, um grupo de sete pesquisadores definiu os indicadores que poderiam sugerir um ambiente favorável ao desenvolvimento da carreira.

Chegou-se a 20 itens, agrupados em cinco grupos ? educação, saúde, dinamismo, impostos e fator impulsionador de carreira (dados relativos à renda e ao total da população ocupada). O levantamento usou informações da própria Getúlio Vargas, além do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do Inep, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e da Secretaria do Tesouro Nacional.

Para cada uma das dimensões, foi atribuído um peso (de um a cinco), sendo educação a mais valorizada, na qual Brasília obteve a 19ª colocação entre as 109 melhores cidades para fazer carreira. Em seguida, foi feita a ponderação dos índices e composto o ranking final.

São dez faculdades de Turismo

Um dos exemplos dessa falta de planejamento dos cursos universitários está justamente em Brasília. Mesmo não sendo a cidade considerada exatamente um pólo de turismo, como Rio de Janeiro ou o Nordeste, há cerca de dez faculdades de Turismo na cidade .

Não há números precisos de quantos profissionais formam-se por ano, mas para a estudante de Turismo, Liliane Siqueira, 23 anos, é um mercado que poderia ser melhor aproveitado aqui, caso houvesse um planejamento turístico.

A área sempre atraiu a estudante. A escolha pelo Turismo tem justificativa na identificação pessoal, tanto que faz planos ousados porque não quer ficar em Brasília. "Trabalhar aqui é ser agente de viagem ou balconista de empresa aérea e para isso não precisa ter curso superior."

Em função disso, segundo Liliane, a maioria dos alunos de Turismo faz o curso não para trabalhar na área, mas para ter um diploma superior. Ela quer formar-se e fazer pós-graduação em Hotelaria e ir para o exterior. Caso os planos não vinguem, a estudante vai fazer Direito, outra área com a qual identifica-se. "Sei que tem bastante campo de trabalho também."

Fonte: Jornal de Brasília
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