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Professores criticam a fórmula do PSS

      
O Processo Seletivo Seriado (PSS) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) recebeu duras críticas durante o Seminário de Avaliação do PSS, realizado ontem no auditório da Reitoria, em João Pessoa. Professores de escolas públicas de nível médio declararam que o sistema de avaliação criou uma camisa de força para o ensino, limitando o aprendizado aos conteúdos determinados pela universidade.

Segundo a professora Maria José Ayres, do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet-PB), o PSS vai de encontro com os novos parâmetros curriculares nacionais (PCNs), que possibilitam o ensino de matérias de maneira mais aproximada à realidade dos alunos. Ela explicou que as escolas hoje ministram as aulas utilizando recursos que possibilitam ao aluno visualizar um sentido para o que está sendo ensinado.

"O nosso aluno descobre para que servem logaritmos, por exemplo, através do ensino por 'blocos de competência', o que infelizmente não pode ser ampliado por conta do PSS", declarou.

A professora do Cefet disse que o PSS obriga as escolas a limitarem o ensino ao programa das provas para cada série. "Nós, por exemplo, tivemos que mudar o ano em que é ensinado ecologia, porque o programa do PSS colocou para uma série diferente da que mi-nistrávamos", completou.

Pró-reitora defende o processo

A pró-reitora de Graduação da UFPB, Iguatemy Lucena, entretanto, negou que o PSS seja uma prisão para as escolas, e explicou que qualquer processo seletivo vai ser alvo de críticas. "Não podemos contemplar tantos currículos diferentes, por isso nós decidimos, através de reunião que envolve professores universitários e do ensino médio, quais são os assuntos para cada ano do PSS e então divulgamos, para que as escolas se adeqüem a eles", declarou. Iguatemy lembrou que sempre vão existir críticas, principalmente porque a demanda é cada vez maior para um número constante de vagas.

Segundo ela, no PSS-2002, foram 40 mil inscritos para concorrerem a 5 mil vagas, o que necessariamente acaba forçando conseqüências como a criação de cada vez mais cursinhos e o direcionamento para um ensino voltado apenas a inserção no ensino superior.

O presidente da Comissão Permanente do Vestibular (Coperve), João Lins, concordou que os cursinhos estão se proliferando, mas acrescentou que existe realmente uma disparidade entre o currículo do PSS e os parâmetros curriculares nacionais.

Segundo ele, o procedimento correto seria as escolas secundárias mandarem para a universidade os currículos referentes a cada série e não ao contrário.

Porém, o presidente da Coperve admitiu que esse procedimento não é possível, pois a maioria das escolas ainda está se adequando aos PCNs e que até todo o sistema de ensino estar preparado e capacitado para reformular suas disciplinas, o PSS continuará ditando o conteúdo das provas, pela UFPB.

Fonte: Jornal da Paraíba

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