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Governança simulada para alunos

      

A pauta da reunião do conselho de administração da Tubos Brasileiros S.A, realizada no último dia 16 de agosto, envolvia uma série de assuntos estratégicos. Os participantes discutiram o andamento dos contatos com o BNDES, linhas de crédito para exportação, distribuição de dividendos intermediários e analisaram os relatórios econômico-financeiros do mês de julho. Também apresentaram suas idéias sobre um programa de informatização e discutiram uma proposta de investimento extra-orçamentário.

O que torna essa reunião especial é que os conselheiros eram três professores do Programas de Desenvolvimento Gerencial (PDG) em Governança Corporativa do Ibmec Business School do Rio de Janeiro e quatro alunos do curso selecionados pelos professores. A escola de negócios simulou uma reunião de conselho de administração de uma empresa fictícia (com dados cedidos por uma companhia real) para mostrar aos alunos da pós-graduação como funciona uma reunião ideal de conselho e como devem se comportar os participantes em uma reunião. O objetivo foi apresentar aos alunos algumas das melhores práticas de governança corporativa.

Os participantes do PDG são, na sua grande maioria, executivos e empresários experientes, que têm em média 49 anos de idade e tomam decisões importantes em instituições como Previ, Petrobras, Copel, Banco do Brasil, Aracruz Celulose e Clínica São Vicente. Muitos deles já participam de conselhos, mas querem aperfeiçoar as práticas da governança. Outros viram uma reunião de conselho de administração pela primeira vez.

Após o encontro, que durou cerca de cinco horas, os cerca de 15 alunos que assistiram à simulação mais os "membros" do conselho discutiram sobre os processos, posturas, comportamento e consistência das discussões. Apresentaram, por exemplo, argumentos que acharam desnecessários nas conversas. "Esta primeira simulação foi extremamente positiva", avalia o diretor dos cursos de PDG do Ibmec, Marcos Villela. O PDG dura quatro meses, e esta reunião fictícia de conselho aconteceu na metade do curso da atual turma.

Um dos pontos que Villela destaca sobre a aula/reunião é a importância de ter pessoas com conhecimentos variados participando dos conselhos. "? importante ter conselheiros que entendam de finanças, direito e mercado, por exemplo, para enriquecer as discussões."

Roberto Fioravanti, diretor executivo da Clínica São Vicente, está montando um conselho de administração na clínica e por isso participa do programa. "O curso não dá aulas para ensinar executivos a serem conselheiros, mas sim a compreender melhor um programa de governança corporativa", diz Fioravante. "? uma questão mais filosófica do que técnica."

Paulo Roberto de Almeida e Silva, advogado, aluno da primeira turma do curso de governança do Ibmec, explica que na vida real o que torna as reuniões de conselho mais penosas é a disparidade de interesses. "Esse desencontro só é menor quando você tem conselheiros profissionais desvinculados, o que se encaixa nas boas práticas de governança."

Fonte: Valor

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