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Empresas nascem na universidade e ganham o setor de petróleo

      

A incubadora de empresas da Coordenação do Programa de Pós-Graduação e Pesquisa (Coppe), da Universidade Federal do Rio de Janeiro é hoje um fornecedora dos novos talentos que participam da formação da base tecnológica que alimenta a indústria de petróleo e gás natural no País. São 110 mestres e doutores com idades de 27 a 30 anos, que atuam, em geral agrupados em sociedades de duas a três pessoas, que se conheceram ainda na universidade. Eles preferiram continuar na academia e, munidos de uma boa formação escolar e uma boa idéia, criaram seu próprio negócio. Alguns dizem que alcançaram rendimento superior ao que teriam se fizessem parte da folha de pagamento de qualquer multinacional do setor de óleo e gás.

O retorno acontece em até dois anos após a abertura da empresa. A OceanSat, uma das beneficiadas da incubadora, por exemplo, faturou em 2001 R$ 2,6 milhões, frente a um investimento inicial de US$ 100 mil, e pretende chegar aos R$ 3 milhões neste ano. "Em engenharia, chega um estágio em que o profissional entra em estagnação e o seu salário não tem como crescer", destaca Ana Paula França de Souza, uma das assistidas da Coppe.

Durante 14 anos, ela trabalhou dentro da universidade, prestando serviço de pesquisa à Petrobras, principalmente. Passou do curso de Engenharia Civil para o mestrado e, em seguida, para o doutorado, ambos em Engenharia Oceânica, sem jamais ter feito parte do quadro de funcionários de uma companhia. Até ser convidada para ser sócia da Zentech International, uma empresa de tecnologia que trata do setor de dutos. A empresa buscava parceiros no Brasil para se beneficiar da abertura do mercado de petróleo, ocorrida em 1998.

"Praticamente todo o investimento feito na Zentech Offshore (empresa de Ana Paula) foi em recurso humano", diz ela. Em capital, foram gastos cerca de R$ 10 mil. O ativo da empresa está concentrado no conhecimento acadêmico adquirido pela engenheira e seu sócio em mais de uma década de estudo. Ferramenta suficiente para disputar uma fatia dos US$ 35 bilhões que serão contratados no País exclusivamente no segmento de exploração e produção de petróleo entre 2001 e 2005 (estimativa da Agência Nacional do Petróleo).

Fonte: Gazeta Mercantil
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