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Violência é tema de encontro na Ufpi

      

Acontece hoje, no auditório Noé Mendes, o "I Encontro de Vitimologia e Criminologia do Piauí". O evento é uma promoção conjunta da UFPI, OAB e Instituto Camilo Filho, tem início às nove da manhã e vai tratar de questões polêmicas centradas em fatos como o de que o agressor deve, assim como o agredido, ser também considerado uma vítima da violência.

"O agressor é um refém dos traumas, dos vícios", diz a professora da UFPI Maria do Carmo Bedárd, ao tentar mostrar a importância do evento, acrescentando ainda que uma pessoa já está no extremo quando pratica uma violência física. Ela garante que a violência é um processo perigoso porque segue um ciclo que precisa ser quebrado.

"A criança que é maltratada, que só aprendeu a apanhar, com certeza vai passar pra frente o que assimilou. Isso é culpa da cultura brasileira, que permite uma educação sem diálogos, que banaliza a violência, as punições, as agressões. Tudo isso contribui para deformar personalidades".

Para a professora, todos têm culpa no contexto da violência. "Não temos uma política pública para violência. Dizer que vai tirar a criança das ruas não significa que vai acabar os crimes. O Estado tem que acompanhar, cuidar dos riscos que a criança pode ter desde o nascimento. ? função do estado observar a educação como um todo. A criança precisa de atenção, afeto, proteção. Moradia não é tudo...", opina.

De acordo com Bedárd, está acontecendo um verdadeiro processo de vampirização no mundo. "O vampiro é aquele que suga, e, ao sugar, tira a energia, estima, dinheiro, cidadania. ? um processo que faz o outro se sentir com vergonha de ter sido enrolado, porque o que se admite é o jeitinho brasileiro, a falta de ética, a violência", explica.

Neste contexto, por causa do preconceito dos outros, a própria vítima não se vê como vítima. A mulher que apanha do marido compreende o ato porque culpa a crise financeira. "Aliás, os casais valorizam os danos financeiros, e não os danos morais. Direitos Humanos é também não ser desrespeitado em casa ou no trabalho", revela.

O I Encontro de Vitimologia é aberto ao público em geral e visa sensibilizar agentes e atores sociais e jurídicos à defesa da vítimas da criminalidade e abuso de poder, apontar a violência moral e a pressão psicológica como condições desencadeadoras da violência física, denunciar os efeitos perversos da violência moral e suas consequências psicossociais, deslegitimizar as diferentes formas de banalização da violência e denunciar a intensificação do processo de vampirização na sociedade contemporânea.

Fonte: Jornal do Meio Norte - Teresina


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