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Vestibular: provas exigem raciocínio crítico dos estudantes

      
O tempo em que o segredo do sucesso em provas objetivas era a memorização ficou para trás, assim como a palmatória um dia foi usada para disciplinar alunos. Hoje, exames de múltipla escolha e discursivos nada mais são que formatos diferentes de avaliação que têm o mesmo objetivo: verificar a capacidade do vestibulando de raciocinar criticamente.

"? importante que os estudantes tenham o conhecimento necessário e saibam interpretar e pensar com clareza", afirma a presidente da Comissão Permanente do Vestibular (Comperve) da UFRN, Verônica Melo.

O concurso da universidade federal é constituído de 15 questões objetivas de cada uma das oito disciplinas e quatro discursivas das quatro matérias específicas da área do candidato. Segundo Verônica Melo, é necessário que os estudantes estejam sempre bem informados e acompanhem os assuntos mais importantes da atualidade. "Isso é sempre exigido, independente do tipo de prova." Dicas para mandar bem nas provas

1- Não vá para a sala de aula sem dar uma olhada rápida no assunto que será abordado. Isso facilitará a assimi-lação do conteúdo.
2- Dedique, pelo menos, três horas diárias para estudar sozinho.
3- Faça muitos exercícios. Eles são a melhor forma de fixar a matéria.
4- Leia jornais e revistas. ? co-mum encontrar assuntos que foram manchete em questões de vestibular.
5- Nos dias que antecedem a prova, aproveite o tempo para revisar as disciplinas.

A falta de uma redação, de acordo com a presidente da Comperve, não anula a necessidade de escrever bem. Nas perguntas discursivas, afirmou, a forma do aluno se expressar é avaliada da mesma maneira que seria numa redação.

O vestibular da Universidade Potiguar (UnP) reúne, além de 50 perguntas objetivas, uma redação. Em média, são 10 questões de Matemática e Português; seis de História, Geografia e Língua estrangeira; e quatro de Química, Física e Biologia.

A redação não se prende a nenhum estilo. "Podemos pedir uma descrição, uma narração, ou, como no último vestibular, uma redação em forma de carta que deveria ser enviada do eleitor para o seu candidato", explica Renito José Werlang, membro da comissão do vestibular da UnP.

Na hora de corrigir a redação, os mestres analisam, principalmente, os argumentos que fundamentam o texto. "Por isso é importante ler muito. Quem lê sabe mais sobre todas disciplinas, tem vocabulário amplo e, conseqüentemente, escreve melhor sobre qualquer tema", diz o professor.

Estudo - A carência de leitura é uma das deficiências que mais atrapalham os vestibulandos. A opinião é do coordenador do pré-vestibular do Colégio Marista, Eduardo Sérgio de Medeiros. "? necessária, além dos estudos dos livros, uma leitura constante e aprofundada de temas diversificados, tanto para ter conhecimento do mundo, quanto para saber escrever melhor."

O coordenador diz que os vestibulares não permitem que os alunos respondam às questões apenas com o que foi memorizado em sala de aula. "Cada vez se exige mais que o estudante aprenda não só o conteúdo livresco, mas também que se informe sobre as atualidades. A 'decoreba' não tem mais espaço na maioria dos concursos."

Para comprovar o que afirma, Eduardo Sérgio cita um questão que caiu num dos concursos da UFRN que pedia que o candidato comparasse a democracia grega dos tempos antigos com a democracia brasileira atual. "Para responder uma pergunta dessas o aluno precisa ter conhecimento da história e ser bem informado."

Fonte: Tribuna do Norte - Natal


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