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Bandas agitam almoço na UnB

      
Para quem passa a manhã inteira enfurnado em sala de aula, ouvindo explicações dos professores e quebrando a cabeça com os problemas acadêmicos, nada mais merecido do que a hora do almoço. Os estudantes da Universidade de Brasília (UnB), no entanto, têm trocado as garfadas no bandejão por solos de guitarra no anfiteatro 9. ? lá que, até sexta-feira da semana que vem, acontecem as eliminatórias do IV Festival Universitário de Música Candanga Interno da UnB (Finca).

São 43 bandas disputando dez vagas na final (no sábado) que elegerá a canção vencedora. ??A idéia é disponibilizar o espaço e dar oportunidade aos alunos??, explica Rosana Castro, diretora de Esporte, Arte e Cultura do Decanato de Assuntos Comunitários da UnB. Para participar, cada banda precisa ter no mínimo um integrante matriculado na UnB. E só. No mais, cada um pode apresentar o que lhe der na telha, de rap a MPB, passando pelo punk rock ou forró. Os únicos estilos barrados são o sertanejo e o pagode, ??por não se encaixarem no gosto universitário??, destaca Rosana.

As atrações que subiram ao palco anteontem, por exemplo, são prova do ecletismo pregado pela organização. Bandas conhecidas da cidade, como a Totem, dividiram as atenções como as novatas Kazhulo e DF 130-2. Cada grupo precisa ser indicado por um Centro Acadêmico (CA) da universidade e tem direito a inscrever uma música, de autoria própria. Dos 44 CAs da UnB, apenas o de Administração não tem representante.

O público comparece em peso e vem lotando o anfiteatro entre às 12h30 e 14h. A estudante de Biblioteconomia Sallya de Oliveira, 19 anos, anda animada com a chance de conferir as performances dos colegas. ??Está sendo muito legal. Nem precisa ficar sem comer, é só almoçar um pouco mais cedo??, ensina, sorridente.

A banda Instinto Coletivo, do curso de educação física, mandou ver com Roleta Russa ? com críticas à pobreza e violência no Brasil ? e agradou em cheio à platéia. ??? diferente fazer show na noite e participar de um festival. A expectativa é outra, já que temos de defender uma música??, compara o percussionista Pedro Ferreira, 23. Outra que arrancou aplausos da galera foi a Lookaway. Apostando numa mistura de new metal e ingredientes regionais, o grupo fez apresentação furiosa, com direito a berimbau e berros inteligíveis do vocalista.

Orçado em R$ 30 mil, o festival somente acontece graça a patrocínio da Caixa Econômica Federal, que premiará o primeiro colocado com R$ 1,1 mil, além de R$ 350,00 destinados ao respectivo Centro Acadêmico. Os segundo e terceiro lugares também receberão prêmios em dinheiro. Este, porém, não parece ser o objetivo da maioria dos grupos, que, na verdade, vêem no Finca a chance de alavancar a carreira. ??Aqui, temos a oportunidade de sermos avaliados por especialistas??, confirma Gregório Rodrigues, 21, responsável pelos samplers da banda Lookaway. Harmonia, melodia e interpretação são alguns dos itens avaliados por quatro jurados.

Fonte: Correio Braziliense


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