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Ações para fazer peixes voltarem ao rio

      
"Mais do que um problema meramente médico, Saúde é qualidade de vida". ? sob essa orientação que trabalham as cerca de 50 pessoas envolvidas no projeto Manuelzão, um programa de revitalização da região da bacia do Rio das Velhas, no interior de Minas Gerais.

Criado e administrado pelo professor do Departamento de Medicina da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), Apolo Heringer Lisboa, o projeto tem o lema "Saúde, meio-ambiente e cidadania" e utiliza as águas da bacia do Rio das Velhas como eixo de mobilização social e monitoramento da qualidade ambiental. O principal foco do trabalho está na conscientização da população para que esta também participe do processo ativamente. "O objetivo do projeto é a mudança dos conceitos de cidadania da comunidade", explica Lisboa.

A meta do programa é restaurar a região da bacia, estruturando a área de uma maneira sustentável e dando à comunidade melhores condições de vida. Para Lisboa, o grande ápice do trabalho será a volta dos peixes à bacia do Rio das Velhas. "Se os peixes voltarem, é porque melhorou a qualidade da água. Se melhorou a qualidade da água é porque o meio-ambiente melhorou. Se mudou o meio-ambiente, é porque tem saneamento básico. Se isso ocorrer, vai haver mais saúde", enumera.ÿ

As ações que serão realizadas são definidas por comitês intermunicipais e envolvem diretamente a população. São fazendeiros, associação de moradores, ONGïs, órgãos governamentais e empresários. Depois de definidas as linhas de atuação, estagiários contratados, profissionais e voluntários vão a campo.

Para os universitários, a possibilidade de participar de um projeto como este representa muito mais do que uma atividade assistencial ou preventiva. De acordo com a estudante de Medicina, Munira Martins de Oliveira, que passou pouco mais de dois meses no Distrito de São Bartolomeu, participar do Manuelzão foi um aprendizado. "A simplicidade da população foi uma escola para mim", conta.

Durante sua passagem em São Bartolomeu, Munira teve a chance de conhecer uma realidade muito diferente da sua e aprender com isto. "Nós recebíamos cachos de bananas e pedaços de bolos por atendermos um paciente", relata.

Segundo ela, ver o quanto as pessoas valorizavam seu trabalho foi uma experiência extremamente prazerosa e compensadora. Mesmo atuando com poucos recursos, a estudante avalia a sua participação no projeto como extremamente gratificante. "Eu aprendi muitas coisas, mas o principal foi entender que independentemente das condições socioeconômicas dos pacientes todos devem ser tratados com a mesma atenção", afirma Munira.ÿ

Dentro do trabalho principal, de revitalização da bacia, o projeto inclui ainda outros 14 subprojetos de voltados diretamente para a comunidade. Entre eles, além de atendimento médico, estão ações de economia rural, controle desmatamento e até um programa para descobrir talentos artísticos. "A mobilização social é um eixo nosso. Com essa mobilização nós - junto com a comunidade - descobrimos muitas coisas novas", ressalta Lisboa.

Lisboa, porém, faz questão de destacar que todo trabalho gira em torno da conscientização da população. Mesmo o atendimento médico, feito diretamente com a população, é baseado na relação do homem com o meio-ambiente, buscando prevenir as doenças. "Fazemos atendimento à comunidade, mas procurando veicular as questões mais amplas, de qualidade de vida, com as doenças que a população possui", completa Lisboa. "A questão ambiental pra nós não se resume ao verde. ? a geografia e a história daquela comunidade, daquele povo".

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