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Universitários redescobrem Palácio dos Azulejos

      

A prospecção histórica do Palácio dos Azulejos já começou. Um grupo de estagiários da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas) está trabalhando na busca de documentos formados por plantas, inventários, jornais da época para compor um retrato fiel dos vários períodos desse edifício da Campinas imperial. Esse levantamento irá subsidiar a definição do período que irá prevalecer no processo de restauração desse edifício de 124 anos.

"O restauro tem que ser feito pensando nas gerações futuras, com um bom levantamento histórico para que a decisão tomada seja séria e não baseada em gostos pessoais", diz a historiadora Cristina Meneguello, do Departamento de História da Unicamp e que está integrando a equipe que vai cuidar do restauro do prédio. "Teremos que decidir se vamos restaurar a casa do Barão de Itatiba de 1878, a Prefeitura de 1906 ou se iremos optar por um restauro que testemunhe cada período pelo qual esse edifício passou. As gerações futuras têm direito de conhecer todas elas", diz.

Não será uma decisão fácil, observa o arquiteto e coordenador do projeto de restauro, Marco do Valle. Por isso, também serão realizadas prospecções nas paredes, retirando as várias camadas de tintas que foram colocadas sobre afrescos que cobriam, possivelmente, todo o interior do edifício. Raspagens feitas anteriormente em algumas partes permitem ver que houve dois diferentes tipos de pintura mural. Uma delas, onde há mais tons de azul (representando talvez um rio), pode ser do período em que o barão construiu a casa. A outra, em tons de marrom, é possível que seja do período em que a Prefeitura se instalou no prédio. Depois disso, várias pinturas foram sobrepostas sem cuidado artístico e até massa corrida foi passada nas paredes, encobrindo toda aquela arte.

A restauração do Palácio dos Azulejos ainda não tem data para começar. Muita coisa precisa ser feita antes do início das obras, que serão realizadas com os recursos da iniciativa privada. Esses recursos serão captados pelo Clube dos Dirigentes Lojistas de Campinas (CDL). A entidade foi a proponente do projeto de restauro junto ao Ministério da Cultura (Minc) para poder captar recursos com base na Lei Rouanet, de incentivo fiscal. O CDL aguarda a publicação de portaria ministerial no Diário Oficial da União para poder iniciar a captação de R$ 2,1 milhões.

Enquanto esses recursos não chegam, os trabalhos iniciais no Palácio dos Azulejos, como a busca de documentos e prospecção de pinturas, serão custeados com parte da verba orçamentária destinada no Orçamento Participativo (OP) à revitalização do Centro. O Palácio dos Azulejos será o ícone desse processo.

Fonte: Correio Popular - Campinas

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