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Efeito Multimídia

      
Advogado cuidando do meio ambiente. Veterinário trabalhando com genética. Analista de sistemas envolvido com marketing. E engenheiros de olho no controle de qualidade da indústria alimentícia. Pane nas profissões?

Que nada! O mercado está a todo vapor. A diferença é que, em tempos pós-modernos, bom funcionário é aquele capaz de apertar o parafuso de outras profissões, conforme mostra pesquisa feita pelo Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) de São Paulo.

A organização não-governamental consultou instituições de ensino superior e trabalhadores dos mais diversos ramos de atuação para detectar as 10 profissões que vão estar em alta no mercado a partir do próximo ano. De acordo com o resultado, o grupo de privilegiados é bastante democrático. Há espaço tanto para atividades mais recentes, como Engenharia Mecatrônica e Biotecnologia, quanto para profissões com mais tempo de estrada (confira a lista de profissões no quadro ao lado).

Para não abandonar o topo, donos de carreiras valorizadas hoje pelo mercado estão se adaptando às novas exigências. "Um bom profissional de informática não é só aquele que domina sistemas. Ele tem que entender de marketing e psicologia para relacionar-se bem com os clientes", afirma a psicóloga Jeny Rodrigues Valadão, do Programa CIEE de Orientação e Informação Profissional, setor responsável pela pesquisa.

O brasiliense Sérgio Ferreira Vargas, gerente de negócios da Politec, descobriu a importância de não se restringir à formação técnica depois que saiu da faculdade. Formado em Ciência da Computação há sete anos, ele percebeu que a habilidade com os negócios, adquirida com os pais comerciantes, poderia alavancar sua carreira. Depois de investir em uma certificação em gerência de documentos e em um MBA em projetos, Sérgio comemora a recompensa do mercado.

"Hoje discuto um projeto com a equipe técnica da empresa e depois posso negociá-lo com um cliente", orgulha-se. "Os bons profissionais de informática da cidade não param de ser assediados pelo mercado. O desemprego não me assusta". Quem também está recebendo convites de emprego que nem contas a pagar é o atuário. Profissional raro em Brasília, nas empresas ele é responsável pela análise, pesquisa e elaboração de seguros, apólices, títulos de capitalização, planos de saúde e aposentadoria. "Como não existem cursos de ciências atuariais na cidade, a dificuldade de encontrá-los aumenta", atesta Marisa Fiúza, diretora comercial da Soma Desenvolvimento Humano. "Gastamos de sete a 15 dias para fazer uma contratação comum, enquanto encontrar um atuário leva cerca de dois meses". Marisa conta que, geralmente, a empresa procura atuários que já estão empregados.

Salários e benefícios acabam se transformando nas principais armas de atração. "Eles chegam a receber remunerações que não correspondem a experiência que possuem pela falta de opção", conta Marisa. O salário médio de um profissional em Brasília, aponta a consultora, é de R$ 3 mil. Segundo a pesquisa do CIEE, os vencimentos de um atuário autônomo podem chegar a R$ 10 mil.

Os bibliotecários são mais um dos profissionais da lista de ouro do CIEE sem dificuldade de colocação no mercado de Brasília. "Os recém- formados procuram os registros com urgência porque sempre estão com emprego garantido", afirma Maria Ivana Ferreira, fiscal do Conselho Regional de Biblioteconomia. O grande empregador da cidade ainda é o governo, mas Ivana diz que as oportunidades na iniciativa privada começam a crescer.

Veterinários em ascensão

Os veterinários também têm lugar garantido na lista dos empresários. Segundo o coordenador do curso de Medicina Veterinária da Universidade de Brasília, Francisco Bernal, a primeira e única turma formada pela UnB já está toda empregada. "As pessoas chegam à faculdade querendo trabalhar com cães e gatos. Mas há mercado em indústrias e em pesquisa", aponta o professor.

A mineira Daniela Costa percebeu essa carência do mercado e apostou em biotecnologia. A veterinária de 33 anos está concluindo o mestrado em congelamento de embriões na Embrapa, mas já recebe convites de trabalho vindos dos quatro cantos do país. "Já fui coletar embriões em Goiás, Mato Grosso, Acre. A coleta por animal custa de R$ 600 a R$ 800", conta. Segundo Bernal, os veterinários mais experientes chegam a cobrar até R$ 2 mil apenas pelas visitas técnicas.

Nutrição e ecologia

Visitar clientes é a rotina de trabalho da nutricionista Cristiane Piva. Em vez de trabalhar em um hospital ou montar o próprio consultório, a brasiliense de 25 anos optou por ser uma consultora. A labuta envolve desde a orientação sobre rotulagem nutricional de produtos à solução de pendengas com a vigilância sanitária. "Quando entrei na faculdade planejava trabalhar com nutrição esportiva. Hoje, não me vejo prescrevendo dietas".

Segundo Rita Kutsu, coordenadora do curso de Nutrição da UnB, além da consultoria há vagas para nutricionistas em hotéis, academias, escolas e até em atendimentos personalizados, os chamados personal nutricionistas. "Os alunos vão usando a criatividade para descobrir novos nichos de mercado", diz a professora.

A preocupação com os alimentos também tem rendido uma boa posição no mercado aos engenheiros. "A demanda é tanto para trabalho em indústrias quanto em restaurantes e redes de fast food", diz Celso Lopes, coordenador do curso de Engenharia de Alimentos da Unicamp. Diferente do nutricionista, que foca suas atividades na saúde, o engenheiro de alimentos zela pela qualidade das matérias-primas que chegam à indústria. Seleciona os equipamentos que serão utilizados na produção de alimentos. E define as técnicas empregadas para a reciclagem dos resíduos da produção.

A onda do ecologicamente correto também é responsável pela alta de duas tradicionais áreas de conhecimento: o Direito e a Economia. Coordenador do curso de Direito da UnB, o professor José Geraldo de Souza Júnior não tem dúvidas de que o terceiro setor será, no futuro, um grande empregador de advogados. "Todos os dias recebo pedidos de indicação de alunos para atuar em organizações não- governamentais e internacionais", conta. "Trabalhar como professor e se preparar para preencher as vagas dos concursos da magistratura que ficam em aberto também são mercados em potencial".

Fonte: O Imparcial - São Luís


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