text.compare.title

text.compare.empty.header

Notícias

Hospital Universitário

      
A Santa Casa de Dourados, que foi transformada por força da lei em Hospital Regional, mas que também foi batizada como Hospital Universitário e chegou a ser chamada de Hospital-Escola, ainda nem foi posta em funcionamento e segue no foco dos debates em virtude do nome que deveria ser gravado na placa de bronze que será descerrada na sua inauguração. No centro das atenções está o nome do médico Antônio Alves Duarte, pioneiro no campo da cirurgia que dedicou quase toda sua vida à Dourados e ao povo que nela vivia. Amparado pelo trabalho voluntário e dedicado da esposa, a enfermeira padrão Hilda Bergo Duarte, o saudoso pioneiro tem o perfil ideal (in memorian) para batizar a Santa Casa como Hospital Universitário Antônio Alves Duarte.

Com isso, ele ficará eternizado na história não apenas por ter emprestado o nome ao Hospital Universitário, mas, principalmente, pelo trabalho que desenvolveu como médico e cirurgião. Poucos, nessa nobre profissão, fizeram tanto por Dourados como Antônio Alves Duarte e, mesmo assim, só agora tem seu nome lembrado para uma homenagem que já deveria ter sido prestada se não fosse o costume que grande parte dos políticos e governantes têm de ignorar a importância dos pioneiros para a formação e desenvolvimento de uma cidade.

Bem que o debate em torno do nome do Hospital Universitário poderia servir como ponto de partida para a mudança de mentalidade daqueles que formam o Poder Legislativo de Dourados. A Câmara Municipal, que é mantida com o dinheiro do povo, assim como todos os órgão públicos do município, não pode continuar usando a prerrogativa da lei para transformar títulos de cidadania em dividendos políticos. Os parlamentares devem atentar para o fato que o título de Cidadão Douradense é muito importante para ser vulgarizado. ? justamente isso que acontece quando se aprova a concessão de uma honraria como essa às pessoas que nunca fizeram nada por Dourados ou se fizeram não foi o suficiente para justificar a homenagem.

Quantos homens e mulheres que fizeram de Dourados sua terra natal, tiveram uma extensa folha de serviços prestados ao município, e deixaram esse mundo sem receber o reconhecimento do poder público? Por outro lado, dezenas, talvez centenas, foram aqueles que receberam o título de Cidadão Douradense só porque tal homenagem poderia render alguns votos ao político que levou a proposta até a Câmara Municipal. Essa prática tem que ser excluída dos costumes legislativos de Dourados, a bem, inclusive, da honra do próprio município e sua gente.

Fica a torcida agora para que a polêmica em torno do nome para a Santa Casa seja encerrada com a criação do Hospital Universitário Antônio Alves Duarte, da mesma forma que O Progresso, bem como toda sociedade, espera que se resgate o pioneirismo de Dourados e se valorize, em vida ou in memorian, as pessoas que trabalham ou trabalharam para que a cidade fosse o que é hoje.

A história de um povo não pode ser esquecida. Quando se mantém vivo o trabalho iniciado por um pioneiro, está se estimulando as novas gerações para que se faça tanto quanto, ou mais. A história da humanidade mostra que as grandes nações surgiram através do trabalho de grandes homens. Isso não pode ser ignorado pela sociedade e, muito menos, pelo poder público, que é quem tem nas mãos os mecanismos para deixar marcado, para sempre, as boas ações dos seus pioneiros.

Fonte: O Progresso - Dourados (MS), Editorial


  • Fonte:

Tags:

Aviso de cookies: Nós usamos cookies próprios e de terceiros para melhorar os nossos serviços , para análise estatística e para mostrar publicidade. Se você continuar a navegar considerar a aceitação de seu uso nos termos estabelecidos nos Política de Cookies.