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Cresce o interesse dos estudantes pelos cursos de administração de empresas

      
Se hoje você chacoalhar uma árvore, é bem provável que caiam alguns advogados, como diz a velha piada, mas certamente com eles também despencará um punhado de administradores de empresa. O perfil generalista e o preparo para a ocupação de funções gerenciais do administrador estão seduzindo cada vez mais jovens brasileiros e fazendo da profissão a que mais cresce no país. O número de alunos em cursos de administração no Brasil dobrou nos últimos anos, passando de 435 mil em 2000 para 944 mil este ano. A projeção é que, em 2004, o volume chegue a 1,6 milhão de alunos.

A quantidade de cursos saltou de 969 há dois anos para 1.395 em 2002. A previsão é que eles ultrapassem a casa dos dois mil cursos nos próximos dois anos.

Os cálculos são da Associação Nacional dos Cursos de Graduação em Administração (Angrad), e foram apresentados na última semana no XIII Enangrad, o encontro anual da entidade. O evento, realizado entre os dias 22 e 24 de agosto, no Rio de Janeiro, reuniu mais de 600 donos de escolas e dirigentes de cursos de administração de todo o país.

O evento realizado no Rio discutiu principalmente as inovações - ensino a distância e estudos de caso, principalmente - e os investimentos no ensino da administração no país.

Se por um lado mais da metade dos empregos oferecidos no mundo atualmente são para a área de administração, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o que justificaria uma maior demanda pela área, por outro lado esse crescimento desenfreado de cursos tem trazido prejuízos à qualidade das escolas, alerta Manuel Alvarez, conselheiro da Anpad. Por esta razão, afirma ele, a nota da escola no Provão e no Exame das Condições de Ensino são fundamentais para uma diferenciação mínima dos cursos.

Alvarez lembra que essa superoferta de cursos de administração concentra-se em um curto espaço de tempo, já que a profissão foi regulamentada há apenas 25 anos, em 1977.

Ao longo desse período, a visão sobre a profissão do administrador foi se tornando mais madura, acredita o conselheiro da Angrad. "Hoje o profissional já é visto de forma diferente do que era há apenas dois anos", diz Alvarez. A formação generalista que hoje é o chamariz da profissão, devido às necessidades de perfis gerenciais nas empresas, era vista com certa cautela há alguns anos. Muitos empregadores acreditavam que o curso tratava apenas da superficialidade. ? esta percepção que tem mudado bastante, segundo Alvarez. "O curso está a cada ano ganhando mais identidade e os profissionais sendo mais bem aceitos."

O levantamento realizado pela Angrad também aponta para um aumento do número de professores com titulação de mestres e doutores nos cursos de administração para os próximos anos. Em 2000, foram registrados 10,6 mil mestres e 1,6 mil doutores. Este ano, a entidade calcula que estejam atuando 14,8 mil professores com mestrado e 3,3 mil com doutorado.

Fonte: Valor


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