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Debate sobre maconha causa impasse entre alunos e diretor de curso da UFRJ

      
Depois dos colégios, é a vez de a polêmica em torno do uso da maconha chegar à universidade. Alunos do Centro Acadêmico da Escola de Comunicação (Eco) da UFRJ acusam o diretor da faculdade, José Argolo, de ter proibido o uso de um auditório para um debate sobre o tema, na semana passada.

Diretor alega que pedido foi feito em cima da hora

As discussões começaram há cerca de dois meses, quando o diretor espalhou panfletos anunciando punições severas para o uso de qualquer tipo de entorpecente nas dependências do campus da Praia Vermelha, depois que um aluno foi flagrado fumando maconha num pátio da universidade.

No panfleto, intitulado "Alerta à comunidade", que continua pregado em alguns murais da Eco, o diretor informava que "na hipótese de algum flagrante da equipe de vigilância da UFRJ, o infrator está sujeito às sanções previstas no código disciplinar (da universidade) e será encaminhado ao órgão responsável pela instauração de inquérito referente a esse tipo de delito".

Após o informe, integrantes do Centro Acadêmico resolveram organizar o debate sobre o tema, no dia 20 de agosto. Segundo Julieta Roitman, aluna do 6 período de radialismo, o auditório da Central de Produção Multimídia (CPM) foi reservado com um mês de antecedência, mas, na última hora, o diretor desautorizou o evento:

- Pedimos o auditório um mês antes. Estava tudo certo. Mas dois dias antes do evento, um funcionário nos procurou pedindo a assinatura de um professor endossando o pedido, porque disse que o tema era polêmico. Conseguimos, mas o diretor resolveu fechar o auditório mesmo assim. Como protesto, fizemos o debate no pátio.

Alheio à polêmica, José Argolo disse que não cedeu o auditório porque o pedido foi feito em cima da hora. Ele alegou que outro local tinha sido reservado anteriormente:

Reitor da UFRJ diz que punição é exigência da lei

- No dia 7 de agosto, eles tinham pedido o auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas. Quiseram mudar o local no dia do evento. Aí, não permiti porque não havia como montarmos a estrutura para isso. Mas não proibi, tanto que o debate aconteceu no pátio.

O reitor da UFRJ, Carlos Lessa, disse que a punição ao usuário é uma exigência da lei, mas defendeu o espaço para debates:

- Apesar de ser a favor da descriminalização da maconha, como reitor preciso cumprir a lei. Só acho que a universidade, como casa do espírito, precisa sempre abrir os espaços para a discussão.

Fonte: O Globo


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