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Protesto de estudantes em Mafra

      
Aproximadamente 300 estudantes universitários e do ensino médio da Universidade do Contestado e Colégio Mafrense participaram ontem de uma manifestação para assegurar o direito à liberdade de expressão. O protesto foi motivado pelo afastamento do professor de história Marcel Renê Baroni. Durante uma aula, na 6ª série do Colégio Mafrense, Baroni criticou os maus administradores que tentam se eleger novamente. O ex-prefeito de Mafra, Carlos Saliba, soube da crítica através da filha, estudante da 6ª série, e foi até o Colégio reclamar com a direção. Na presença do ex-prefeito, Baroni foi demitido das aulas do ensino médio e fundamental.

Revoltados com a atitude da diretoria da Fundação UnC, que engloba a universidade e o colégio, os estudantes do curso de direito encabeçaram o protesto, que acabou ganhando a adesão da turma de psicologia, professores e estudantes do ensino médio. Os alunos saíram das salas, leram um manifesto e fizeram um abaixo-assinado repudiando o cerceamento ao direito de expressão.

A presidente do Centro Acadêmico de Direito, Maria Celeski, explicou que a atitude tomada pela direção do Mafrense soou como ditadura interna. "O professor foi simplesmente afastado sem que lhe dessem direito à ampla defesa", argumentou. Para a líder estudantil, a demissão do professor Baroni poderia abrir um precedente para constranger todos os demais professores a não expressar suas opiniões.

No abaixo-assinado, os alunos reivindicaram a imediata reconsideração do afastamento do professor e pedido de desculpas e manifestação expressa da direção da Fundação Universidade do Contestado de que o corpo docente da instituição desfruta de total liberdade de expressão e crítica.

Procurado por A Notícia, o ex-prefeito Carlos Saliba disse que apenas agiu como um pai que se preocupa com o constrangimento sofrido pela filha. "Não gostaria de me pronunciar a este respeito, é um assunto para ser tratado com a direção da escola", afirmou. O professor Baroni afirma que a crítica feita em sala de aula foi em sentido genérico, sem declinar nomes de administradores.

A diretora do Colégio Mafrense, Cleide Pareja, nega que a demissão do professor esteja relacionada às críticas a más administrações públicas. "Foram procedimentos pedagógicos cumulativos que resultaram no afastamento", argumentou. Cleide também destacou que faculdade e colégio têm direções distintas. "No Colégio Mafrense o professor Baroni não trabalha mais", afirmou.

Fonte: A Noticia - Joinville
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