text.compare.title

text.compare.empty.header

Notícias

Engenheiros condenam residência universitária

      
As estudantes que moram na Residência Universitária Feminina (RUF 1) do Centro se dizem vítimas de manobras e do descaso da administração da UFPB. O prédio foi considerado impróprio para a moradia por uma comissão de engenheiros e técnicos da própria universidade, por estar com as instalações elétricas e hidráulicas danificadas, porém, elas garantem que irão resistir aos problemas para não perder o espaço.

Elas temem que a residência tenha o mesmo destino da que existia no Róger, que foi fechada e as residentes ficaram sem ter para onde ir. Algumas de suas residentes e outras da RUF 1 se reuniram para ocupar o segundo andar do prédio construído para residência masculina no campus I da UFPB.

Segundo Ana Maria Marques, as residentes do Centro estão dispostas a permanecer no prédio até mesmo no caso de uma reforma, só para não acontecer uma extinção camuflada da residência. "Iremos resistir ao pó e ao barulho para não dar chance deles tirarem do estudante carente o direito à residência, como já está acontecendo com as bolsas e outros direitos", explicou. A residência feminina do Centro dispõe de 120 vagas, mas só é utilizada por 80 estudantes no momento.

No Campus de João Pessoa, cerca de 180 estudantes, entre rapazes e moças, residem nos dois blocos, todos naturais de municípios do interior da Paraíba.

Estudantes buscam respeito

As residências estudantis da Universidade Federal da Paraíba poderão ser oficializadas esta semana, assumindo um caráter legal junto a instituição. O ato de oficialização será avaliado pelo Conselho Universitário a partir da análise do Regimento Interno das residências, concluído há uma semana.

O documento foi organizado a partir de discussões entre estudantes residentes e a Coordenação de Apoio à Promoção Estudantil (Coape), em fóruns e congressos, ao longo de um ano e meio. Com a aprovação do Regimento e a publicação de portaria instituindo-o, as residências deixarão sua atual condição de "clandestinidade", junto ao Ministério da Educação. Atualmente o restaurante e a residência universitária operam por decisão política do reitor, ou seja, sem nenhuma garantia legal.

Segundo o coordenador da Coape, Kleber Salgado Bandeira, o reconhecimento legal das residências assegura o seu funcionamento, estabelecendo regras claras de conduta. A intervenção de autoridades sobre elas também são limitadas. Para realizar qualquer modificação das regras e num possível fechamento, a decisão precisa ser avaliada pelos Conselhos. "Para acontecer o fechamento das residências, por exemplo, o reitor terá de, no mínimo, recorrer ao Conselho Universitário para que a ação seja levada a frente", explicou.

Fonte: Correio da Paraíba - Damásio Dias


  • Fonte:

Tags:

Aviso de cookies: Nós usamos cookies próprios e de terceiros para melhorar os nossos serviços , para análise estatística e para mostrar publicidade. Se você continuar a navegar considerar a aceitação de seu uso nos termos estabelecidos nos Política de Cookies.