text.compare.title

text.compare.empty.header

Notícias

Furb cresce em ritmo contínuo

      
Reeleito para o cargo de reitor da Universidade Regional de Blumenau (Furb), Egon Schramm se diz surpreso com a aprovação eleitoral de sua candidatura. "Não esperava 71% dos votos", afirma, referindo-se ao resultado da apuração. Agora, ele estará à frente da universidade ð que diz crescer em ritmo "contido, mas contínuo" ð por mais quatro anos.

Schramm ingressou na Furb em 1976 como servidor administrativo e um ano depois passou a lecionar na instituição. Com 51 anos de idade, 24 deles dedicados à Furb, Schramm é o primeiro reitor a usufruir do dispositivo da reeleição, aprovado este ano. Ele será reempossado no cargo dia 25 de outubro.

Diário Catarinense - O senhor teve a maioria dos votos dos professores (74%), dos funcionários (66%) e dos alunos (47%). A aprovação chega a surpreendê-lo?

Egon Schramm - Não surpreende. Talvez os índices de votação, sobretudo de professores, é que surpreendam. Tínhamos expectativa de vencer no primeiro turno em função do trabalho que desenvolvemos. Creio que os índices apresentados possam significar aprovação da comunidade universitária. Mas se devem principalmente à forma com que administramos a universidade. Não tivemos problemas de ordem política durante este período (o primeiro mandato). Creio que conseguimos harmonizar todos os interesses da universidade. Os resultados podem ter sido uma resposta a nossa forma de administrar.

DC - Que problemas ficaram pendentes de seu primeiro mandato? Quais deles devem receber maior atenção a partir de agora?

Schramm - A principal questão, que não deve ser resolvida em quatro anos, é quanto à manutenção da universidade, ou seja, a dependência excessiva dos alunos. Temos que buscar formas alternativas de sustento da Furb. Hoje a dependência é muito grande do pagamento de mensalidades e o índice de inadimplência ainda é elevado. Temos perspectivas reais para isto, com a disponibilidade dos recursos do governo federal, com a disposição do governo do Estado de criar linhas para a sustentação da pesquisa e extensão, além da nossa maior capacidade de prestar serviços relevantes ao setor empresarial e público. Temos problemas também em processos administrativos. Hoje temos deficiência no atendimento ao nosso usuário. Precisamos melhorar nossas salas de aula.

DC - Durante a campanha para reitor, os candidatos apontaram a folha de pagamento como maior ônus ao orçamento da Furb. O senhor planeja reduzir gastos com a folha?

Schramm - Nosso comprometimento com a folha é de 62% a 63%. ? um índice razoável, considerando que nosso maior custo são os servidores e professores. Não temos outro tipo de matéria-prima. Estamos percebendo que, se não tivermos cuidado, haverá um inchamento da folha. Há um crescimento desigual entre a folha e arrecadação, mas estamos atentos.

DC - A Furb está entre as duas únicas universidades brasileiras públicas que recolhem mensalidade de seus alunos. O processo resulta em alguns problemas para a gestão do orçamento da instituição. O senhor pretende resolver esta questão no próximo mandato?

Schramm - Somos uma instituição de direito público municipal. Sabemos que o município não tem condições de sustentar integralmente uma universidade do tamanho da nossa, que tem um orçamento equivalente à metade da arrecadação da prefeitura. Temos algumas dificuldades porque temos que seguir as regras do serviço público, apesar de não serem as verbas públicas que sustentam a Furb. Do ponto de vista da arrecadação somos privados, mas não temos as facilidades de gestão das instituições privadas. Queremos provocar uma discussão na comunidade para saber se este é o caminho que continuaremos seguindo.

Fonte: Diário Catarinense


  • Fonte:

Tags:

Aviso de cookies: Nós usamos cookies próprios e de terceiros para melhorar os nossos serviços , para análise estatística e para mostrar publicidade. Se você continuar a navegar considerar a aceitação de seu uso nos termos estabelecidos nos Política de Cookies.