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Univap desenvolve novo tipo de prótese ortopédica

      
O Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento (IPD) da Universidade do Vale do Paraíba (Univap), em São José dos Campos, desenvolveu um novo tipo de prótese óssea com materiais cerâmicos indicados para o tratamento de fraturas e osteoporose. Esses biomateriais possuem características físico-químicas semelhantes ao osso natural, além de custarem seis vezes menos que os cerâmicos importados.

Segundo o coordenador do projeto na Univap, Vitor Alexandre Silva, mais de 80% das próteses ortopédicas são metálicas, feitas a partir de uma combinação de titânio, alumínio e vanadio. "O problema das próteses de metal é que num prazo de três a cinco anos elas devem ser substituídas em função de desgaste e oxidação".

As próteses cerâmicas, por sua vez, diz Silva, não sofrem degeneração pois são feitas com materiais compatíveis com o organismo. A hidroxiapatita, por exemplo, presente na composição do biomaterial cerâmico desenvolvido pela Univap, representa 70% da constituição do osso humano. "A prótese cerâmica tem a capacidade de formar um novo osso e induzir o crescimento de estruturas importantes como o colágeno e outros microorganismos celulares".

O desenvolvimento da pesquisa com biomateriais cerâmicos especiais foi financiado pela Fapesp, com recursos totais da ordem de US$ 100 mil. A Univap já depositou a patente do material no Instituto Nacional de Proteção Industrial (Inpi). Os resultados preliminares do projeto, de acordo com o pesquisador Vitor Silva, são animadores, com os testes feitos em cobaias e animais como coelhos, ratos e porcos. "A regeneração óssea nesses casos foi reduzida de oito para três semanas, sem nenhuma resposta inflamatória importante".

A próxima etapa da pesquisa, segundo Silva, será iniciar os testes com os materiais em implantes de arcada dentária de humanos. A tecnologia desenvolvida pelo IPD da Univap também resultou na formulação de um tipo de material extremamente resistente e de baixo custo. "O preço de um quilo de hidroxiapatita no mercado externo não sai por menos de US$ 1,8 mil, enquanto que o nosso material custa apenas R$ 300 o quilo", compara. "Trata-se de um conceito novo que alia resistência mecânica e biocompatibilidade, na medida em que estimula a formação do osso e evita a rejeição pelo organismo".

O pesquisador também estuda a possibilidade de revestir a prótese feita em material cerâmico com diamante CVD (Chemical Vapor Deposition). "Seria uma ótima combinação para evitar o desgaste do material, pois o diamante, além de ser o material mais resistente, possui um coeficiente mínimo de atrito". A pesquisa com cerâmicos também possibilitará o desenvolvimento de materiais que podem ser usados como ferramentas de corte para utilização cirúrgica: brocas, fios e objetos cortantes de alta resistência ao desgaste.

Fonte: Gazeta Mercantil
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