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Censo mostra que educação cresceu no NE

      
Ao divulgar ontem o resultado do Censo Escolar 2002, o ministro da Educação, Paulo Renato Souza, disse que está havendo uma redução das desigualdades regionais. Hoje, a região que apresenta maior evolução na educação é o Nordeste. O ministro destacou que a região, que era considerada mais atrasada, está se aproximando da média nacional.

Paulo Renato citou como exemplo o fato de o ensino médio no Nordeste ter crescido 12%, enquanto a média nacional teve um aumento de 4%. A região tem 25% de todos os estudantes de ensino médio do País.

O censo mostra também que houve um aumento significativo no número de matrículas em supletivos nas regiões Norte e Nordeste do País. No Norte, foi registrado um crescimento de 13% entre este ano e 2001, enquanto no Nordeste a elevação no número de matrículas chegou a 23%. Nas demais regiões, houve diminuição nesse tipo de matrícula. Segundo relatório, em todo o País a educação de jovens e adultos se manteve estável para o ensino médio, mas cresceu na matrícula de cursos supletivos de 1ª a 4ª série (aumento de 18%).

Ensino municipal

O Censo Escolar 2002 mostra que, pela primeira vez, a rede municipal de educação detém a maioria das matrículas do ensino fundamental. Dos 35.233.996 alunos registrados pelo censo deste ano, 17.706.397 (50,3%) estão nas escolas mantidas pelas prefeituras.

Em 1996, os alunos matriculados no sistema educacional dos municípios representavam 33% do total. A expansão da rede municipal é detectada principalmente nas turmas de 1ª a 4ª série do ensino fundamental. As escolas mantidas pelas prefeituras concentram 65% da matrícula das quatro séries iniciais.

Os dados do Censo Escolar revelam que a matrícula do ensino fundamental manteve-se estável em 2002 - variação negativa de 0,2%. O número de alunos nesse nível - hoje em 32 milhões - apresentou crescimento até 1999, mas a partir de 2000 começou a registrar pequena queda seguida de estabilidade.

Segundo o ministério, esse quadro é um indicativo da redução da demanda, principalmente nas séries iniciais, e melhoria de fluxo, uma vez que mais alunos estão conseguindo alcançar as séries finais do ensino fundamental.

Formação do docente

A formação dos professores melhorou nos últimos sete anos, mas o País precisará acelerar o processo de melhoria na qualificação dos docentes para cumprir a meta estipulada pela LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação), de ter todos os professores com formação superior até 2007.

No ensino médio, 89% dos professores possuem diploma de nível superior. Em 1996, essa percentagem era de 86%. Da 5ª a 8ª série, a variação foi pequena no período. Os docentes com nível superior eram 74% em 1996 e passaram a ser 75% neste ano.

Nos níveis mais básicos, a qualificação média do professor é bem menor, apesar dos avanços. Da 1ª a 4ª série, 30% dos mestres têm nível superior (eram 20% em 1996), enquanto na pré-escola eles eram 18% e passaram a ser 27%.

Nesses dois últimos segmentos, a legislação não exige formação superior atualmente, mas passará a exigir em cinco anos. A LDB, aprovada em dezembro de 1996, estipula que a partir de 2007 "somente serão admitidos professores habilitados em nível superior ou formados por treinamento em serviço".

A política do MEC de incluir alunos portadores de necessidades especiais em escolas regulares resultou em um recorde de matrículas. Em 2002, houve um aumento de 36% na matrícula desses estudantes em escolas comuns. O crescimento anual registrado anteriormente era de 23%. Ainda assim, 76% dos portadores de necessidades especiais estudam em escolas especializadas ou em classes especiais.

Fonte: A Tarde - Salvador



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