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Cota para negros da Uneb é aprovada por instituição

      
Raízes da identidade nacional, os negros vêm conquistando a cada dia espaços dignos na sociedade que tanto ajudaram a construir. Uma dessas conquistas trouxe ontem a Salvador Eduardo Oliveira, presidente do Congresso Nacional Afro-Brasileiro (CNAB). Ele veio pessoalmente dar os parabéns a Ivete Sacramento, reitora da Universidade Estadual da Bahia (Uneb), que adotou este ano a política de cotas para negros em todos os cursos da graduação e pós-graduação - 40% das vagas estão agora reservadas para negros.

"Num estado onde cerca de 80% da população é composta por negros, uma atitude como essa é mais do que louvável", disse Oliveira, presidente do CNBA desde a sua fundação, em 1985. Ele aproveitou a visita a Salvador para convidar os movimentos negros e todo o povo baiano para o II Congresso do CNAB, que acontece no Rio de Janeiro, nos dias 21 e 22 de setembro.

Na ocasião, serão debatidos temas como o acesso de jovens carentes às universidades, cultura afrodescendente e saúde do negro. Uma série de atividades culturais encerrará o evento, com a apresentação de grupos de dança, música e capoeira. Ivete Sacramento, inclusive, foi convidada para proferir uma palestra no congresso.

Eduardo Oliveira aproveitou a visita para passear no Pelourinho. Lá, ele almoçou na Cantina da Lua e conheceu a Fundação Casa de Jorge Amado. Em reunião ontem com representantes do CNAB aqui em Salvador, ele elogiou a atuação positiva das entidades negras na preservação da tradição. Até citou nomes, como o deputado Luiz Alberto, a vereadora Valquíria Barbosa e o famoso Vovô do Ilê Ayiê, grupo negro baiano de expressividade musical respeitada internacionalmente.

Hoje, o CNAB conta com representantes em 18 estados brasileiros, inclusive os do Sul e Sudeste. Aqui na capital baiana, o presidente pretende marcar um encontro com o prefeito Antonio Imbassahy em busca de apoio para a ação dos movimentos negros na cidade. "Não se pode deixar de considerar os avanços obtidos pelos negros ao longo dos anos. De 1950 para cá, muita coisa mudou", salientou o presidente da Cnab. Ele revelou que ainda há muito o que fazer, mas indivíduos negros se destacaram ao longo dos anos em diversos campos do saber, firmando a excelência da raça. "Destaco o papel de artistas como Ruth de Souza e Milton Gonçalves e do juiz do Supremo Tribunal do Trabalho, Carlos Alberto Reis de Paula", concluiu.

Fonte: Correio da Bahia - Salvador


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